Maputo, 18 Jul (AIM) – O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional (MDN), major-general Tenente Freitas Norte, afirmou hoje (18), em Maputo, que o vídeo amador posto a circular nas redes sociais sobre uma alegada recusa da presença das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) em Mocimboa da Praia pode ter sido forjado para denegrir a imagem do exército.
“Eu vi as mensagens. Para quem esteve no teatro operacional norte e conheceu, em particular, Mocimboa da Praia, há algumas perguntas que deve colocar porque em termos de cenário, o espaço onde aquela atividade é difundida não tem nenhuma relação com o espaço da vila de Mocimboa da Praia”, disse.
Segundo o porta-voz, a vila de Mocimboa da Praia “não tem aquelas imagens em termos de vegetação e infraestruturas que aparecem no vídeo.
“Aquilo não é a expressão da vontade e sentimento dos que estão a viver em Moçimboa da Praia, porque nós sabemos, no teatro operacional norte as Forças Armadas são acarinhadas pelo povo, trabalham com o povo, o povo nos ajuda até certo ponto a indicar-nos quais são as manifestações que possam por em causa a segurança, estabilidade da região e do povo em particular”, afirmou.
O MDN considera que o vídeo é “um exercício manipulado”, sublinhando que há muitos interesses em torno do conflito no norte do país.
“Nós estamos lá em Mocimboa da Praia, conhecemos como é o cenário, não só, estamos em Mocimboa, Mueda, Nangade, Quissanga, portanto estamos em todos os sítios. Conhecemos qual é o espaço onde os terroristas realizam suas atividades”, disse Norte, acrescentando que em conflitos “há sempre informações contraditórias, propagandas que visam atingir objetivos obscuros”.
O porta-voz revelou que desde março tem havido uma escalada das ações terroristas que chegaram a atingir a província de Niassa, sobretudo o distrito de Mecula.
“Hoje a nossa atividade segue na perseguição porque o inimigo já não tem aquele modus operandi anterior de agir em grupo, adquirir espaço onde cria uma base. Hoje eles estão em movimento, a nossa missão é neutralizar e limitar essa mobilidade deles”, declarou.
Norte explicou que os insurgentes “procuram atingir algumas aldeias isoladamente, fazem sequestros, pedem resgates, o que significa que há um desespero relativamente à sua logística”.
No quadro da semana comemorativa das FADM, o MDN prevê oferecer material desportivo a escolas da Matola e realizar campanhas médicas em parceria com o Hospital Geral de Mavalane, envolvendo 24 médicos, dos quais 10 especialistas.
Estão igualmente previstas atividades em Bobole, Ressano Garcia, Matola Santo e bairro T3, incluindo torneios de xadrez e futebol. No dia 24 de setembro haverá uma gala com bailado das FADM, e no dia 25 um espetáculo artístico e uma feira gastronómica.
(AIM)
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