Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, dirige 2ª Sessão do Conselho Nacional de Defesa e Segurança
Maputo, 16 Out (AIM) – O Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) repudia a expansão dos ataques terroristas ao distrito de Memba, província de Nampula, norte de Moçambique.
O repúdio foi expresso lugar hoje, em Maputo, na 2ª reunião ordinária do CNDS, acto dirigido pelo Presidente da República, e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) Daniel Chapo.
O CNDS repudia, igualmente, os ataques dos insurgentes ocorridos na zona sede do distrito de Mocímboa da Praia, província setentrional de Cabo Delgado.
Um comunicado de imprensa do CNDS enviado hoje à AIM afirma que o CNDS reconhece a pronta intervenção das FDS, que repeliram de imediato os terroristas dos distritos.
No final de Setembro último e início do mês em curso, os terroristas atacaram as populações de Memba, e causaram pânico e deslocações massivas, bem como destruíram infra-estruturas sociais, incluindo duas escolas.
Por isso, as aulas foram suspensas temporariamente nas referidas escolas devido à destruição e ao clima de insegurança que se criou no distrito, diz o administrador de Memba, Manuel Cintura, citado pela RFI
“O CNDS apelou à intensificação das acções para garantir a protecção do povo moçambicano e dos seus bens”, refere o comunicado.
Na mesma sessão, o CNDS debruçou-se sobre a segurança pública, manifestando a sua preocupação face ao aumento de acidentes de viação, predominantemente causados por erros humanos e desrespeito pelas regras de trânsito.
Por isso, o Conselho insta às autoridades a reforçarem medidas de prevenção e responsabilização.
Ainda no domínio da segurança pública, o CNDS condenou veementemente a ocorrência de crimes hediondos contra idosos, sob alegações de feitiçaria.
Sobre os episódios, o Conselho apela à responsabilização e sensibilização das comunidades para a erradicação de crimes hediondos, “práticas que atentam contra a vida e a dignidade de pessoas da terceira idade”.
Sobre a suspensão de toda actividade mineira na província central de Manica, o CNDS apoia a decisão tomada pelo governo, apontando ao eminente impacto ambiental negativo que já estava a se mostrar degradante.
O Conselho incentiva denúncias de práticas irregulares e recomenda “medidas semelhantes sempre que a exploração de recursos naturais ameaçar ecossistemas e comunidades”.
O Conselho reconhece a iniciativa de recolha das armas de fogo ilegais, uma campanha que iniciou em Setembro devendo prolongar-se até 31 de Dezembro próximo.
Durante o processo, o CNDS apela à colaboração da população, líderes comunitários e confissões religiosas, para tornar Moçambique um país livre de armas e dos crimes a elas associados.
No âmbito da renovação das FDS, o Conselho apreciou propostas de promoção de oficiais, enquadradas na necessidade de dinamizar e reforçar a capacidade institucional para responder aos desafios de segurança nacional.
(AIM)
Ac/sg
