Chefe da bancada parlamentar da Renamo, Jerónimo Malagueta
Maputo, 22 Out (AIM) – A bancada da Renamo na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, augura um Diálogo Nacional Inclusivo e que traga as devidas reformas para o Aparelho do Estado.
Falando na cerimónia de abertura da 2ª sessão ordinária da 10ª legislatura da AR, o chefe da bancada, Jerónimo Malagueta, explicou que o Diálogo Nacional Inclusivo, cuja fase da auscultação iniciou em Setembro último, resulta do compromisso político, e é chamada toda a sociedade a contribuir na pacificação do país.
“E aí chegamos no chamado Diálogo Nacional Inclusivo, processo resultante de acordo entre partidos políticos, no sentido de incluir toda a sociedade em discussões e soluções para que doravante Moçambique não desmorone num país inviável ou falhado”, disse.
Malagueta alega fraude eleitoral, corrupção, raptos, sequestros, incluindo ao que considera de má governação, descriminação de cidadãos na base da cor da pele partidária, origem étnica, grau de escolaridade ou sexo, como sendo os males que devem ser abordados no diálogo nacional inclusivo em curso.
As reformas que o instrumento deve acautelar devem estar assentes em acabar com os conflitos pós-eleitorais, facto que, segundo Malagueta, os candidatos se autoproclamam vencedores das eleições.
“O Diálogo Nacional Inclusivo deve acabar com a actual situação em que quem se autoproclama vencedor da eleições fica com tudo, incluindo as riquezas nacionais apesar de serem pertença de todo povo moçambicano”, afirmou.
Por isso, a bancada da Renamo deseja que a inclusão seja política, económica e social.
“Que o Diálogo Nacional Inclusivo não seja mais um expediente para fazer o boi dormir, fazer tempo para nas próximas eleições com novas leis, voltar tudo na mesma”, vincou, tendo acrescentado que o país “não carece de leis, o que não acontece é o cumprimento delas”.
Durante a auscultação pública no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, o chefe da bancada da Renamo disse ter conhecimento de que os moçambicanos não têm dúvidas sobre o que pretendem.
“A bancada parlamentar da Renamo continua a defender a urgência na reforma do Estado, para torná-lo de direito, apartidário e de justiça social”, salientou Malagueta.
O Diálogo Nacional Inclusivo visa contribuir para uma maior estabilidade política e acelerar o desenvolvimento económico no país.
(AIM)
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