Madrid, Espanha, 23 Out (AIM) – Moçambique uniu-se esta semana à agenda mundial por soluções sustentáveis de Água e Saneamento, defendendo que “a planificação do sector deve ser feita em estreita coordenação com outros como a agricultura, o planeamento urbano, as infraestruturas, a saúde e a educação”, segundo apurou a AIM, em Lisboa.
A posição foi defendida pelo Embaixador de Moçambique no reino da Espanha, Eugénio Langa, durante a reunião dos Ministros do Sector da SMM (sigla em inglês da World Steel Association) 2025, que decorreu, em Madrid, entre os dias 22 e 23 (quarta e quinta-feira). O diplomata fazia-se acompanhar no evento do Administrador Executivo da Autoridade Reguladora de Águas e Saneamento (AURAS), entidade do Ministério moçambicano das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Raul Mutevuie Júnior, em representação do ministro do pelouro.
Trata-se de um evento global de alto nível, que reúne intervenientes internacionais do sector da Água e Saneamento, com o objectivo de promover acções conjuntas e políticas integradas em resposta aos desafios das mudanças climáticas.
Na ocasião, Eugénio Langa sublinhou que “a disponibilidade de água e os efeitos das mudanças climáticas, nomeadamente as cheias e as secas, têm impacto directo na agricultura, na segurança alimentar e na saúde pública”, diz uma breve nota da delegação moçambicana a que a AIM, na capital portuguesa, teve acesso.
Langa acrescentou ainda que “o sector da educação desempenha um papel fundamental ao promover o conhecimento, a pesquisa e a capacitação técnica das comunidades. Este esforço conjunto aumenta a resiliência e cria alternativas de subsistência para as populações”.
O evento de Madrid constitui uma plataforma estratégica para debater soluções integradas e sustentáveis no sector.
Baseando-se no sucesso das reuniões anteriores, a SMM 2025 representa uma oportunidade crítica para enfrentar os desafios globais que impedem o progresso rumo ao cumprimento das metas de acesso universal à água e ao saneamento, inscritas nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e nos Direitos Humanos.
A edição deste ano centrou-se nas acções concretas que os ministros do sector podem adoptar para integrar o abastecimento de água e saneamento com a gestão dos recursos hídricos e a acção climática, bem como na definição de estratégias de financiamento que garantam soluções holísticas e duradouras.
(AIM)
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