Coordenador Nacional do Comité Executivo de Coordenação de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Terrorismo, Luís Cezerilo. Foto arquivo de Carlos Júnior
Maputo, 24 Out (AIM) – O Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) através do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG, sigla em inglês) voltará a avaliar Moçambique em 2027, sobre as estruturas legais, regulatórias e institucionais em termos de eficácia de matérias de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
O facto foi avançado hoje na capital francesa, Paris, pela ministra moçambicana das Finanças, Carla Louveira, que falava à imprensa, minutos após ter saído da reunião do GAFI, que decidiu hoje, a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta.
Por isso, o país deve iniciar a compilação de um plano de acção para a fase pós retirada da Lista Cinzenta.
“A nova fase que segue é a avaliação mútua do país, e que o país irá beneficiar do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (…) que vai fazer a avaliação nacional do risco novamente ao nosso país, a semelhança do que aconteceu em 2021, portanto, daqui a dois anos, o país terá essa nova avaliação”, disse a ministra.
Em Junho de 2021, o ESAAMLG, órgão regional similar ao GAFI, estabelecido em 1999, do qual Moçambique é membro, adoptou e publicou o Relatório da Avaliação Mútua a Moçambique onde, identificou no país, deficiências em termos de conformidade com os padrões do GAFI.
Louveira assegura que nos próximos dois anos, Moçambique deve se organizar, criando um plano de acção interno, de modo que no momento da avaliação nacional, não volte a entrar na Lista Cinzenta.
Por isso, a governante apela aos moçambicanos a estarem cada vez mais activos no combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, pois é responsabilidade de todos os cidadãos.
“É uma responsabilidade colectiva, do sector público, do sector privado, da sociedade civil, de todos os segmentos da nossa sociedade”, disse.
Por seu turno, o coordenador nacional do Comité Executivo de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, Luís Cezerilo, afirma que Moçambique deu um passo histórico com a saída da Lista Cinzenta, e o acto representa um marco que não pertence a um sector, mas sim a todos os moçambicanos.
“Esta vitória”, disse Cezerilo, “não marca o fim de uma caminhada; marca, sim, o início de uma nova etapa; uma etapa em que devemos consolidar os avanços alcançados, reforçar os mecanismos de integridade, e garantir que Moçambique continue a ser reconhecido como um parceiro credível, seguro e comprometido com as boas práticas internacionais”.
O futuro, de acordo com Cezerilo, exigirá dos moçambicanos, mais unidade, disciplina e maior sentido de Estado. “Precisamos manter a coesão institucional, o diálogo aberto entre os sectores, e o compromisso permanente com a transparência, a boa governação e o desenvolvimento sustentável”.
Além de Moçambique, saíram também da Lista Cinzenta, a África do Sul, Nigéria e Burkina Faso.
(AIM)
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