Maputo, 11 Dez (AIM) – A culinária italiana passou oficialmente a integrar o Património Cultural Imaterial da Humanidade, após decisão unânime do Comité Intergovernamental da UNESCO.
O reconhecimento coroa anos de esforços do governo italiano para valorizar uma tradição gastronómica com impacto na cultura, na saúde, no ambiente e na economia mundial. (AGI)
A UNESCO, agência das Nações Unidas responsável pela protecção do património cultural imaterial, aprovou nesta semana a inclusão da gastronomia italiana na lista que reúne práticas, saberes, técnicas e tradições transmitidas entre gerações e consideradas parte essencial da identidade das comunidades.
O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, classificou a decisão como “um grande dia para a Itália”. Segundo afirmou, o reconhecimento internacional confirma “o valor e o saber de uma culinária cujo impacto se estende da saúde ao clima”, sublinhando que o regime alimentar mediterrânico continua a ser estudado em todo o mundo.
Tajani agradeceu às delegações que apoiaram a candidatura italiana, bem como aos diplomatas e especialistas envolvidos no processo. Para o ministro, esta distinção assenta na riqueza do “terroir” italiano e numa culinária que combina tradição, inovação e um papel central no crescimento económico.
Numa mensagem em vídeo divulgada durante a conferência realizada em Nova Deli, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que a Itália é “o país que mais se orgulha desta distinção”, salientando que a gastronomia nacional representa muito mais do que receitas.
“É cultura, é tradição, é um percurso e uma riqueza”, declarou Meloni, destacando que a culinária italiana preserva um património milenar continuamente enriquecido pela excelência dos produtores e pelo talento dos chefs. A primeira-ministra recordou ainda que a Itália exporta mais de 70 mil milhões de euros em produtos agrícolas e que é “a maior economia agrícola da Europa em valor produzido”.
Meloni considerou que a distinção da UNESCO dará “um impulso decisivo” ao sector agroalimentar italiano e à sua capacidade de alcançar novos mercados.
O ministro da Cultura, Alessandro Giuli, classificou a inscrição como “uma conquista histórica”, afirmando que o sistema culinário italiano representa um património vivo composto por práticas, rituais, respeito pelas estações e transmissão intergeracional de conhecimento.
Segundo o ministro, o reconhecimento reafirma “o valor da identidade, da cultura e da coesão social”, lembrando que o acto de comer em conjunto é um dos rituais que melhor expressa a riqueza da gastronomia italiana e o seu papel na construção de uma memória colectiva.
(AIM)
