Exéquias do Herói Nacional Feliciano Gundana
Maputo, 13 Dez (AIM) – Diversas personalidades nacionais destacaram a integridade, a disciplina e elevado sentido de serviço público que marcaram a vida do herói nacional Feliciano Gundana, sublinhando que o seu exemplo deve ser preservado e seguido pelas presentes gerações e futuras.
Falando à margem das exéquias de Gundana, o antigo Chefe de Estado, Filipe Nyusi, recordou episódios da vida quotidiana de Gundana que revelavam o seu profundo sentido de responsabilidade cívica e respeito pelas instituições do Estado.
“Numa das ocasiões, em tempo eleitoral, disse que não iria votar. Foi-lhe dito que podia não ir, porque éramos muitos. Mesmo assim, saiu de casa e só regressou depois de cumprir essa obrigatoriedade nacional”, contou Nyusi, sublinhando que Gundana era “um homem de hábitos firmes, de palavra e de exemplo”.
Segundo o antigo Presidente da República, preservar o legado de Gundana passa, essencialmente, por seguir o seu exemplo de vida. “Preservar é fazer como ele fazia, agir como ele era. Fazer o contrário daquilo que reconhecemos hoje como bom é negar o legado.”
Já o general Hama Tai, antigo combatente da luta de libertação nacional, destacou a dimensão histórica e política de Gundana, descrevendo-o como uma figura central no processo que conduziu à independência nacional e à edificação do Estado moçambicano.
“Feliciano Gundana participou na criação da FRELIMO e contribuiu activamente para a elaboração dos seus estatutos e do seu programa”, recordou, acrescentando que, ainda antes da luta armada, já se destacava pelo seu carisma enquanto funcionário dos Caminhos-de-Ferro da Beira.
Hama Tai lembrou o papel desempenhado por Gundana na preparação militar dos combatentes, bem como o seu contributo, após a independência, no exercício de funções de elevada responsabilidade no Estado e no partido. “Foi governador em várias províncias, membro da Assembleia Popular, ministro e primeiro secretário da FRELIMO.”
Sobre os valores que caracterizaram o percurso do Herói Nacional, o general sublinhou que “a disciplina, a competência, a integridade e a ética marcaram todo o exercício das funções que lhe foram confiadas”.
Por seu turno, a activista social Graça Machel destacou a dimensão humana e pedagógica do legado de Gundana, defendendo a necessidade de o tornar conhecido junto das novas gerações.
“O exemplo de vida, o exemplo do que significa servir, servir sempre e em todas as circunstâncias, desde a juventude até à idade avançada, deve ser divulgado para inspirar as novas gerações”, afirmou.
O antigo combatente Raimundo Diomba considera a morte de Gundana uma perda profunda para os combatentes da luta de libertação nacional e para o país.
“A mensagem que deixamos aos jovens é a de pegarem no legado que ele nos deixa e darem continuidade à luta, agora pela independência económica”, disse, acrescentando que a vida e a obra de Gundana constituem um ensinamento permanente para todos os moçambicanos.
(AIM)
NL/sg
