Maputo, 08 de Nov (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou o desenvolvimento do golfe como parte da estratégia de diversificação da economia nacional, durante a primeira edição do Golf Summit 2026, realizada este sábado, em Vilankulo, província de Inhambane.
Na ocasião, o Chefe do Estado defendeu que o potencial económico desta modalidade ultrapassa a dimensão desportiva, podendo dinamizar uma cadeia de actividades que abrange a hotelaria, os transportes, a construção, a restauração, os serviços financeiros, as tecnologias e a formação profissional.
«É esta capacidade de mobilizar diferentes sectores que irá contribuir para diversificar a nossa economia», afirmou Daniel Chapo.
Sublinhou que a estratégia do Governo não se limita à construção de campos de golfe, mas visa desenvolver uma actividade económica competitiva, capaz de gerar receitas, criar empregos e formar profissionais moçambicanos.
A visão presidencial enquadra-se na agenda de diversificação da oferta turística nacional e de mobilização de investimentos privados, tendo como um dos instrumentos a criação da Zona Especial para o Turismo de Golfe da Província de Inhambane, através do Decreto n.º 56/2026, de 9 de Setembro.
Segundo o Presidente da República, a escolha de Inhambane para acolher o primeiro Golf Summit está relacionada com as condições da província para desenvolver uma oferta turística integrada, associando o golfe ao turismo de praia, natureza, cultura, gastronomia, aventura e negócios.
Chapo apontou Vilankulo como uma das áreas com potencial para acolher investimentos neste segmento, defendendo que o desenvolvimento da modalidade deve contribuir para a promoção dos destinos nacionais e para a atracção de visitantes e operadores económicos internacionais.
No plano do investimento, o Chefe do Estado convidou empresários nacionais e estrangeiros a estabelecerem parcerias com empresas moçambicanas e a desenvolverem projectos economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis.
Defendeu igualmente a simplificação dos procedimentos administrativos, a melhoria do ambiente de negócios e o reforço da previsibilidade para os investidores, considerando necessários investimentos de longo prazo, infra-estruturas adequadas e mecanismos de financiamento sustentáveis, incluindo parcerias público-privadas.
Atribuiu à Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) um papel central na dinamização do turismo e da hotelaria, bem como na prestação de serviços de Balcão Único de Investimento no Turismo.
O Presidente apelou à articulação entre a ANDITUR, a Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Indústria de Golfe (AMOGOLFE) e os investidores, para garantir o acompanhamento das oportunidades identificadas durante o encontro e a sua transformação em projectos concretos.
Chapo defendeu que a expansão da indústria do golfe deve assegurar a participação dos moçambicanos em todas as etapas da cadeia económica, desde a concepção e construção dos empreendimentos até à sua gestão, manutenção e prestação de serviços.
O Chefe do Estado destacou a necessidade de desenvolver programas de formação especializada, certificação de competências e transferência de conhecimento, envolvendo universidades, escolas técnico-profissionais e operadores do sector.
«O golfe não deve ser uma actividade reservada a poucos, mas uma modalidade que promova a inclusão, a disciplina e a realização dos sonhos da nossa juventude», afirmou.
Na sua intervenção, defendeu também a aproximação do golfe às escolas e comunidades, de modo a permitir que crianças e jovens de diferentes províncias tenham acesso à modalidade e possam desenvolver competências desportivas e profissionais.
O Presidente da República chamou igualmente a atenção para a necessidade de associar o desenvolvimento dos empreendimentos à protecção ambiental, particularmente através da gestão eficiente da água, da utilização de tecnologias de irrigação adequadas e da conservação da biodiversidade.
No plano regional, Daniel Chapo defendeu o reforço da cooperação entre os países africanos para a criação de circuitos regionais de golfe, organização de competições internacionais, formação de talentos e promoção conjunta dos destinos turísticos.
O Chefe do Estado considerou que África deve assumir um papel activo na organização, gestão e desenvolvimento desta indústria, valorizando o conhecimento, o investimento e a iniciativa empresarial africanos.
Referiu ainda que a integração turística regional depende da melhoria da conectividade entre os países, tendo mencionado as reformas no sector dos transportes, incluindo a aprovação da lei de liberalização do mercado de transporte aéreo em Moçambique.
O Presidente da República anunciou, por outro lado, a realização da segunda edição do Golf Summit em 2027, que deverá permitir acompanhar os resultados das parcerias e dos compromissos estabelecidos na primeira edição.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de diversificação do turismo nacional, numa altura em que o Governo procura ampliar os segmentos de oferta turística e reforçar a participação do investimento privado no desenvolvimento económico do País.
(AIM)
