Posto fronteiriço de Ressano Garcia, o maior de Moçambique. Fonte MITUR
Maputo, 02 Jan (AIM) – As autoridades sul-africanas repatriaram hoje (02), para Moçambique, um grupo de 418 cidadãos nacionais que viviam em situação ilegal naquele país vizinho.
Os cidadãos em referência são suspeitos pela prática de várias infracções no contexto da permanência ilegal na África do sul, incluindo falta de documentação e inobservância do período legalmente estabelecido para estadia naquele país.
Os referidos cidadãos foram repatriados em sete autocarros, sendo que alguns antes de serem repatriados permaneceram por regime de prisão por cerca de seis meses.
A informação foi avançada hoje, em Ressano Garcia, província sulista de Maputo, pela porta-voz do Comando Conjunto, Carmem Mazenga, no âmbito do ponto de situação do movimento de retorno de cidadãos nacionais e estrangeiros a nível da maior fronteira terrestre do país.
Carmem Mazenga explicou que os deportados entre homens e mulheres são oriundos de várias províncias do país, para onde estão a ser orientados a regressar para a regularização da sua situação migratória.
“Neste momento, para fazer esta triagem estão também algumas forças, está o SENAMI, está a Polícia se Fronteiras, está a SERNIC, a PRM também de modo a seguir com este processo de triagem também estamos a sensibilizar os próprios concidadãos a retornarem para os seus locais de origem”, aclarou. Mazenga.
Acrescentou ainda que, “e também apelamos a estes cidadãos que possam se abster de práticas criminosas pelos motivos que são elencados poderão ser diversos, mas nos casos de deportação que temos tido a nivel dos postos de travessia e além-fronteiras os motivos têm sido os mesmos, por infringir várias normas que incluem a regras de entrada e permanência em outros territórios”.
Alguns cidadãos repatriados disseram estarem aliviados por estarem de volta ao país, depois de terem sido presos por conta da permanência ilegal no país vizinho.
“Pegaram-me e depois prenderam-me por seis a sete meses, fui levado ao tribunal por duas vezes”, disse Jorge João. Nando Chirindza disse ter sido pego sem passaporte, mas agora está feliz por estar livre.
“Estamos sossegados, mas o processo não foi simples. Fui preso no dia 21 de Setembro, até hoje, mas a liberdade já chegou, o que eu tenho que resolver é o caso de ter perdido o meu passaporte, tinha mas deixei cair quando ia para África do sul”, mostrou-se aliviado Valério Mateus.
O processo de repatriamento dos cidadãos em causa acontece num dia que iniciou em todo o país o movimento de retorno de cidadãos nacionais e estrangeiros depois das festividades do Natal e Final de Ano.
A porta-voz do Comando Conjunto referiu que na Fronteira de Ressano Garcia, o nível de retorno está a correr sem sobressaltos onde se prevê a reactivação ao longo do dia de hoje (02), do quilómetro quatro (Km4) para a flexibilização do processo.
“O comando conjunto irá activar o quilometro quatro (Km4), do lado moçambicano para descongestionar as grandes filas que formos a ter nas próximas horas e também nos próximos dias, onde estarão posicionadas as forças do SENAMI, Alfândegas e Saúde do lado moçambicano”, avançou.
(AIM)
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