Presidente da República, Daniel Chapo, dirige sessão extraordinária do Conselho de Ministros
Maputo, 16 Jan (AIM) – O estadista moçambicano, Daniel Chapo, anunciou o envio, a partir de sábado (17), de equipas multissectoriais para as regiões sul e centro do país, para a monitoria e apoio às populações afectadas pelas cheias e inundações que assolam várias zonas do território nacional.
Chapo anunciou o facto esta sexta-feira, em Maputo, durante uma breve comunicação à nação, na sequência das chuvas intensas que provocaram inundações, destruição de infra-estruturas e o isolamento de comunidades, sobretudo nas províncias de Maputo, Gaza, Sofala e Manica.
Segundo o Chefe de Estado, apesar das dificuldades de transitabilidade em algumas zonas, o Governo está a envidar esforços para garantir assistência às populações afectadas, com destaque para o resgate de pessoas sitiadas, bem como o apoio alimentar e sanitário.
“Estamos a fazer de tudo por tudo para salvarmos as populações que se encontram sitiadas. Esta questão das pessoas sitiadas tem sido resolvida de duas formas: uma é o resgate das pessoas e, enquanto não conseguimos resgatar, temos feito assistência alimentar. Portanto, estamos no terreno a trabalhar”, afirmou.
O Presidente da República explicou que as acções de mitigação dos impactos dos eventos climáticos extremos obedecem a um plano estruturado em várias fases, cujo objectivo central é a salvaguarda de vidas humanas.
“A primeira fase é a preparação, onde chamamos a atenção às populações para abandonarem as zonas de risco. A segunda é a prontidão, que consiste em colocar os meios disponíveis para, quando chegar a época, estarmos preparados. Depois temos a fase da resposta, que é a fase em que nos encontramos”, esclareceu.
Chapo acrescentou que estas acções podem ser sintetizadas em três momentos fundamentais. “Eu reduzo isso em três fases: o antes, o durante e o depois. O antes é para chamarmos a atenção às pessoas para saírem das zonas de risco e nos colocarmos em prontidão para socorrer. O durante é quando o fenómeno está a acontecer, altura em que, muitas vezes, não é possível intervir. E o depois é a fase da recuperação sustentável”, explicou.
Dirigindo-se às famílias afectadas pelas cheias e inundações, o Presidente da República endereçou uma mensagem de solidariedade às vítimas e às famílias enlutadas.
“Reitero a minha solidariedade a toda a população vítima das cheias e inundações, bem como às famílias que perderam os seus entes queridos”, declarou, manifestando particular preocupação com a situação nas províncias de Maputo, cidade de Maputo, Gaza, Sofala e Manica.
O Chefe de Estado sublinhou ainda que o Governo acompanha atentamente a evolução da situação hidrológica nas principais bacias do país. “A nossa grande preocupação é a bacia do Búzi, bem como outras bacias da região Sul”, referiu.
(AIM)
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