Crianças retiradas em zonas inundadas. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 20 Jan (AIM) – Mais de 36 mil pessoas foram afectadas pelas cheias que atingiram regiões da província de Maputo, num cenário ainda em permanente actualização, devido à natureza dinâmica da situação no terreno.
A informação foi avançada pelo governador da província de Maputo, Manuel Tule, esta segunda-feira (20), no posto administrativo de 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça, durante uma visita de monitoria às zonas afectadas pelas inundações.
Segundo o governante, até ao momento cerca de 13 mil pessoas encontram-se acolhidas nos centros de acomodação criados em quase todos os distritos da província, com excepção de dois ou três.
“São números dinâmicos. Eles podem mudar em função daquilo que está a acontecer”, explicou.
Manuel Tule disse que o governo provincial continua a trabalhar no apuramento de dados para se obter um retrato mais fiel da situação, uma vez que ainda não existem informações conclusivas sobre todas as áreas afectadas.
“Estamos ainda a trabalhar. Não temos dados conclusivos que possamos trazer agora, mas estamos a receber chamadas de pessoas que estão no local a pedir apoio e socorro”, afirmou.
O governador referiu que, nesta fase, as necessidades das populações afectadas são elevadas, atendendo ao impacto das inundações, o que levou o Executivo provincial a apelar ao envolvimento de vários segmentos da sociedade, incluindo agentes económicos e organizações não-governamentais.
Actualmente, a província dispõe de vários centros de acomodação, onde estão a ser asseguradas condições mínimas de assistência, nomeadamente alimentação, água potável e outros meios materiais essenciais.
Manuel Tule reconheceu a persistência de dificuldades, sobretudo ao nível logístico, apontando a necessidade de reforço de combustível para as embarcações envolvidas nas operações de resgate, bem como de água tratada para o consumo das populações.
“Temos o mínimo para poder trabalhar, mas continuamos a precisar de mais apoio para os nossos concidadãos”, sublinhou.
O dirigente indicou ainda que há previsões de abrandamento das chuvas nos próximos dias, o que poderá contribuir para a redução das inundações em alguns bairros e zonas agrícolas, alterando gradualmente o quadro geral da situação.
(AIM)
SNN
