Maputo, 27 Jan (AIM) – A cidade de Maputo registou um aumento de 40 por cento dos casos de diarreia e de 54 por cento dos casos de malária na última semana epidemiológica, comparativamente ao mesmo período de 2025, tendo sido notificados 703 casos de diarreia em 2026 contra 501 em 2025 e 718 casos de malária face a 466 no ano passado.
O anúncio foi feito esta terça-feira (27), em Maputo, pela vereadora do Pelouro de Saúde e Qualidade de Vida no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Alice de Abreu, durante uma entrevista à AIM.
Abreu fez o ponto de situação da evolução epidemiológica na cidade, no contexto da época chuvosa, marcada pelo aumento de doenças de origem hídrica e transmitidas por vectores, tendo igualmente destacado as acções em curso para o reforço da vigilância epidemiológica, da prevenção e da resposta do sector da saúde a nível das comunidades e das unidades sanitárias.
A vereadora esclareceu que os dados resultam do sistema de vigilância epidemiológica em funcionamento nas unidades sanitárias e nas comunidades, através da notificação regular dos casos e da análise comparativa com períodos homólogos.
Segundo a responsável, os distritos municipais de Ka Mubukwana, Ka Nlhamankulu e Ka Mavota concentram o maior número de casos registados, situação associada à elevada densidade populacional, às condições ambientais e à maior exposição a factores de risco durante a época chuvosa.
“Registámos um aumento de casos de diarreia em 40%, com 703 casos em 2026 contra 501 em 2025, e um aumento de 54% dos casos de malária, com 718 casos este ano contra 466 no ano passado”, disse.
Apesar do crescimento dos números, a vereadora sublinhou que o comportamento das doenças é considerado expectável nesta fase do ano, caracterizada pela acumulação de águas estagnadas, proliferação de mosquitos e maior risco de contaminação da água de consumo.
“O aumento de casos, quer de diarreia, quer de malária, é expectável neste período depois das chuvas”, explicou, acrescentando que o principal desafio passa pela prevenção e pela resposta atempada dos serviços de saúde.
Abreu referiu que o sector da saúde tem vindo a reforçar as medidas de prevenção individual e colectiva, com destaque para a sensibilização das comunidades sobre o uso correcto de redes mosquiteiras, a eliminação de focos de reprodução de mosquitos, a melhoria das práticas de higiene e saneamento, bem como o consumo de água tratada ou fervida.
A responsável apelou igualmente à população para que procure as unidades sanitárias logo ao surgirem os primeiros sintomas, evitando a automedicação e a evolução para formas graves das doenças.
“Se tivermos alguma preocupação de saúde, devemos dirigir-nos rapidamente à unidade sanitária para o diagnóstico e tratamento atempados, de forma a evitar complicações ou mesmo mortes por doenças que são preveníveis”, afirmou.
No que respeita à cólera, a vereadora assegurou que não há, até ao momento, registo de casos positivos na cidade de Maputo, garantindo que a vigilância epidemiológica continua activa nas unidades sanitárias, nos centros de acomodação e nas comunidades.
Segundo explicou, as equipas de saúde mantêm a vigilância ambiental e a monitoria da qualidade da água, bem como a fiscalização da venda informal de alimentos, como parte das medidas para prevenir a ocorrência de surtos.
“Continuamos a fazer a vigilância activa para garantir que permanecemos sem casos de cólera ou, caso surjam, possamos fazer o diagnóstico rápido e reduzir o impacto na saúde pública”, concluiu.
(AIM)
NL/ sg
