Primeira-Dama, Gueta Chapo, conforta vítimas das cheias nos centros de acomodação na província de Maputo
Maputo, 02 Fev (AIM) – A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, apelou hoje ao fim do desvio de produtos canalizados para as vítimas das cheias e inundações, actualmente acomodadas em centros de acolhimento instalados nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala.
Em meados de Janeiro último, as regiões centro e sul do país foram fustigadas por chuvas intensas que provocaram inundações de vastas áreas.
Durante a breve interacção que manteve com os beneficiários acolhidos na Escola Secundária de Mabanja, no distrito de Boane, província de Maputo, Gueta Chapo sublinhou que os apoios doados devem ser destinados exclusivamente às pessoas em situação de necessidade, nomeadamente às vítimas das cheias e inundações.
“Os produtos oferecidos não é para desviarmos, mas sim entregar as pessoas que necessitam, e que não têm onde comer além daqui”, afirmou Gueta Chapo, acrescentando que em nenhum momento os donativos devem ser vendidos.
“Nós, por causa das inundações, das chuvas, estamos a angariar muitos recursos, muita comida e é esta comida que estamos a vir dar à nossa população porque de graça recebemos e de graça temos que dar”, vincou.
A esposa do Presidente da República transmitiu palavras de alento às vítimas das inundações, tendo igualmente oferecido produtos de primeira necessidade. Entre as iniciativas solidárias, destacou-se ainda a mobilização de uma dezena de barbeiros para prestar apoio no corte de cabelo às vítimas, sobretudo crianças, adolescentes e jovens.
Além da participação dos barbeiros nos centros de acolhimento, Gueta Chapo entregou produtos alimentares, artigos de higiene pessoal, entre outros bens essenciais.
A Primeira-Dama vincou a necessidade de as autoridades públicas e privadas continuarem a prestar assistência multiforme às vítimas.
“Temos que estar em prontidão para servir, e servir muito bem a nossa população”, disse, sublinhando que o seu Gabinete continua a receber apoios dos parceiros de cooperação, que são imediatamente canalizados para as vítimas.
Revelou que no domingo (01) manteve um encontro com as esposas dos ministros, governadores e secretários de Estado, aos quais pediu maior proximidade com as populações vítimas das cheias.
Indicou igualmente que todas as esposas dos dirigentes, incluindo ela própria, pernoitaram nos centros de acolhimento juntamente com as vítimas.
“Deixei de ser Gueta porque dormi na esteira?”, questionou a esposa do Presidente da República, para logo acrescentar que “continuo a ser a mesma pessoa”.
Na sua mensagem, as vítimas pediram que Gueta Chapo incentive a criação de condições para a sua retirada dos centros de acolhimento.
“Pedimos para que a nossa situação seja resolvida; estamos aqui por conta das águas, das cheias, e pedimos à nossa mãe para que resolva a nossa situação”.
A época chuvosa e ciclónica termina em Abril próximo. Teve início em Outubro de 2025 e já provocou 125 mortes e mais de 700 mil pessoas vítimas das cheias em todo o país.
(AIM)
Ac/sg
