Secretário de Estado na província central de Manica, Lourenço Lindonde (esquerda), recebe apoio do representante da fábrica Água Vengo, Estêvão Pereira Meca
Chimoio (Moçambique), 28 Jan (AIM) — O Secretário de Estado na província central de Manica, Lourenço Lindonde, apela à solidariedade entre os moçambicanos para minimizar o sofrimento da população afectada pelas cheias e inundações nas regiões sul e centro de Moçambique.
Nas últimas duas semanas, as províncias de Gaza e Maputo, no sul do país, e parte da província de Sofala, na região centro, foram assoladas por cheias e inundações de grande intensidade.
Milhares de famílias ficaram desalojadas, enquanto diversas infra-estruturas públicas e privadas, bem como extensas áreas agrícolas com culturas diversas, foram destruídas pela fúria das águas.
A Estrada Nacional Número Um (EN1), uma das principais vias de ligação do país, ficou igualmente destruída em vários troços, dificultando seriamente a circulação de pessoas e bens.
O transbordo dos rios Incomáti, Limpopo e dos seus afluentes, nas províncias de Maputo e Gaza, é apontado como a principal causa do sofrimento vivido pelas populações afectadas.
As cheias e inundações registaram-se com maior intensidade nos distritos de Magude, Manhiça, Boane, Marracuene e na cidade e província de Maputo.
Em Gaza, os distritos de Chókwè, Guijá, Chibuto e a cidade de Xai-Xai foram os mais afectados, por se localizarem no vale do rio Limpopo.
Uma parte significativa dos afectados continua alojada em centros de acomodação, necessitando de alimentos e outros produtos não perecíveis.
Nesta quarta-feira (28), a fábrica de água Água Vengo, localizada no distrito de Manica, ofereceu ao governo quatro mil garrafões de seis litros cada, correspondentes a 24 mil litros de água, destinados às populações vítimas das cheias e inundações.
“Este gesto é revestido de grande importância para o governo porque mostra o espírito de solidariedade entre os moçambicanos. Esta água servirá para o consumo daqueles que estão em centro de acomodação e outros necessitados”, disse Lourenço Lindonde, momentos após receber o donativo.
“Muitas pessoas estão a beber água imprópria. E porque estamos na época chuvosa, isso poderá provocar diarreias e outras doenças de origem hídrica. Portanto, agradecemos o gesto e apelamos a mais agentes económicos a juntarem-se a este movimento de solidariedade”.
Segundo Lindonde, o apoio às vítimas das cheias e inundações pode ser feito através da oferta de material escolar, produtos alimentares não perecíveis, artigos de higiene, vestuário e material de abrigo.
“Algumas famílias ficaram sem abrigo e sem alimentos. Perderam quase tudo. Qualquer mão solidária poderá fazer alguma diferença. Por isso, apelamos a todos os residentes da província de Manica e do país em geral, a unir esforços visando minorar o sofrimento da população”.
Lourenço Lindonde assegurou que o donativo será entregue às populações das províncias de Gaza e Maputo.
“O próximo apoio que estamos a angariar será destinado a população da nossa província que também são vítimas das cheias e inundações. Aqui na nossa província também temos vítimas, mas a nossa situação não é tão grave. Neste momento estamos preocupados com a província de Gaza e Maputo”.
Entretanto, o representante da fábrica Água Vengo, Estêvão Pereira Meca, disse que o acto surge em resposta aos apelos lançados pelo governo para apoiar as vítimas das cheias e inundações.
“A nossa empresa achou melhor juntar-se a este movimento porque é parte da responsabilidade social da firma. Essa responsabilidade não é só feita aos residentes da zona circunvizinha. Em casos de necessidade, é alargada a outras pessoas que também precisa de apoio”, afirmou.
“Pensando nos nossos irmãos que neste momento precisam do nosso apoio, entregamos esta ajuda num gesto de solidariedade. O pouco que temos e com mão de outros, poderemos reduzir o sofrimento que os nossos irmãos estão a passar nos centros de acomodação”.
(AIM)
Nestor Magado
