Vítimas das inundações acolhidas num centro de acolhimento na província de Maputo. Foto arquivo de Carlos Júnior
Maputo, 04 Fev (AIM) – Os Estados Unidos de América (EUA) disponibilizaram um milhão de dólares para assistência humanitária urgente às comunidades afectadas pelas cheias nas províncias de Gaza e Maputo, no sul de Moçambique, incluindo apoio alimentar, acesso à água potável e serviços de saneamento e higiene.
As chuvas afectaram igualmente as províncias do centro do país, nomeadamente Sofala e Manica, embora em menor intensidade.
Um comunicado de imprensa da Embaixada dos EUA em Moçambique, enviado hoje à AIM, refere que o apoio reflecte a generosidade do povo americano e reafirma o compromisso dos Estados Unidos em apoiar Moçambique em momentos de crise humanitária.
Segundo o documento, a acção humanitária dos EUA está a ser coordenada com o Governo de Moçambique, organizações internacionais e o sector privado, com o objectivo de assegurar que a assistência chegue de forma rápida e eficaz às populações mais vulneráveis.
A resposta norte-americana aos estragos causados pelas cheias sublinha a cooperação existente entre os dois países e destaca o foco dos EUA na prestação de ajuda humanitária atempada, direccionada e com impacto significativo na vida das comunidades afectadas.
As cheias e inundações registadas em Janeiro último provocaram, até ao momento, 12 óbitos, 45 feridos e quatro desaparecidos, afectando um total de 692.522 pessoas, correspondentes a 151.962 famílias.
Em termos de infra-estruturas, o Governo contabilizou 771 casas totalmente destruídas, 3.447 parcialmente destruídas, 229 unidades sanitárias danificadas e cerca de 1.336,5 quilómetros de estradas afectadas.
O Executivo estima que as linhas estratégicas do Plano de Reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias e inundações estejam orçadas, preliminarmente, em cerca de 644 milhões de dólares.
A época chuvosa e ciclónica, que termina em Abril próximo, teve início em Outubro de 2025 e já provocou, em todo o país, 125 mortes e mais de 700 mil pessoas afectadas pelas inundações.
(AIM)
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