Casas de construção precária destruídas na passagem do ciclone Gezani
Maputo, 14 Fev (AIM) – O ciclone Gezani fustigou a costa da província meridional de Inhambane na noite de sexta-feira e madrugada deste sábado, onde deixou um rasto de destruição.
Durante a sua passagem, o fenómeno destruiu inúmeras infra-estruturas, incluindo habitações, escolas e centros de saúde, antes de iniciar o seu afastamento da costa moçambicana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
Apesar de ainda se encontrar a cerca de 100 quilómetros da terra, os meteorologistas indicam que o núcleo do ciclone se desloca agora em direcção ao mar alto.
Segundo o INAM, “o afastamento do ciclone traz algum alívio para as populações costeiras, mas a força do fenómeno mantém-se considerável, com ventos médios de 155 km/h e rajadas que podem atingir 220 km/h”.
O instituto alertou ainda para a agitação marítima intensa ao sul do paralelo 22, com ondas estimadas em 13 metros, constituindo um perigo elevado para a navegação no Canal de Moçambique.
“A precaução continua a ser necessária até que o ciclone se afaste para uma distância segura. O aviso permanece válido até à meia-noite de domingo, pois a periferia do sistema ainda poderá provocar chuvas fortes, trovoadas e ventos ciclónicos”, frisou.
Na província de Inhambane, o ciclone Gezani deixou várias infra-estruturas sem cobertura, afectando residências, escolas e centros de saúde, de acordo com informações da administradora do distrito de Jangamo, Cénia Maela.
“É um pouco prematuro falar sobre dados exactos. A única realidade é que temos algumas infra-estruturas escolares, centros de saúde e residências que perderam cobertura”, afirmou.
Maela explicou que as autoridades aguardaram a diminuição da intensidade da tempestade para realizar a avaliação dos danos.
“Vamos ao terreno para verificar a situação da população, ver como estão aqueles que perderam as suas casas e proceder a todas as acções de mitigação necessárias após o ciclone.”
A responsável acrescentou que mais tarde serão divulgados dados mais concretos sobre os impactos.
“Neste momento, não tenho informação substancial para aferir se o distrito foi gravemente afectado, mas é real que registámos prejuízos significativos”, concluiu.
(AIM)
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