Primeira-Dama (direita) oferece apoio às vítimas das cheias na cidade da Beira, província de Sofala
Maputo, 14 Fev (AIM) – A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, apelou à intensificação da solidariedade em apoio às populações afectadas pelas cheias e inundações que atingem várias regiões do país.
A mensagem foi transmitida na sexta-feira (13), na cidade da Beira, província de Sofala, durante um encontro com mulheres da comunidade local, realizado no âmbito da sua visita de acompanhamento da situação humanitária nos centros de acomodação.
Na ocasião, Gueta Chapo reconheceu o papel central da mulher moçambicana na resposta às calamidades naturais, agradecendo o contributo prestado desde os primeiros momentos da emergência.
“Agradecemos com muita força às nossas mulheres, que têm apoiado as nossas filhas, os nossos filhos, as nossas mães, os nossos irmãos, desde o primeiro momento”, afirmou.
Segundo explicou, apesar das dificuldades, muitas mulheres têm partilhado os poucos recursos disponíveis para apoiar as famílias acolhidas nos centros de acomodação.
“Conseguiram tirar um copo de arroz e contribuíram, tiraram capulanas, tiraram farinha, açúcar, panelas, roupas para apoiar os nossos irmãos que se encontram neste momento nos centros de acomodação”, referiu.
A Primeira-Dama assegurou que todos os donativos recebidos estão a ser canalizados directamente para os beneficiários, sublinhando que as famílias deslocadas continuam a enfrentar carências básicas, incluindo alimentação, vestuário, colchões, baldes e utensílios domésticos.
“Mas nós temos em casa, e quando voltarmos vamos encontrar comida. Então, temos que doar”, disse, encorajando igualmente mais mulheres a integrarem os grupos de voluntariado que actuam no terreno.
Gueta Chapo defendeu ainda a necessidade de coesão social, apelando a uma actuação conjunta e sem divisões.
“Estamos juntas nesta luta e vamos continuar a trabalhar juntas, unidas, firmes, sem discriminação, sem intriga, sem fofoca. Nós convidamos todas as mulheres a unirmo-nos para trabalharmos para o bem do nosso povo”, declarou.
A intervenção humanitária, segundo afirmou, baseia-se no envolvimento directo das equipas junto das comunidades afectadas.
“Todos nós trabalhamos, estamos lá a carregar sacos, baldes, a arrumar as mantas, a cozinhar, a conversar com as nossas crianças, com as nossas mães, com os nossos pais. Tudo é de borla, não se paga nada”, frisou.
Concluindo, a Primeira-Dama reiterou que a sua presença no terreno visa partilhar as dificuldades vividas pelas populações e reforçar a articulação com as autoridades locais e parceiros sociais, tendo em vista a identificação e resposta às necessidades mais urgentes.
“O nosso objectivo é estar no terreno, sentir a dor que a população sente, comer a refeição que a nossa população também come, sentar no chão como a nossa população senta, dormir na esteira como a nossa população dorme”, concluiu.
(AIM)
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