Ciclone tropical Gezani afasta-se da costa moçambicana. Fonte JTWC
Maputo, 15 Fev (AIM) – O ciclone tropical intenso “Gezani” deixou de constituir perigo para Moçambique, após ter passado paralelamente à província de Inhambane e regressado ao Oceano Índico, informou o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
O anúncio foi feito sábado (14), em Maputo, pelo director-geral do INAM, Adérito Aramuge, que recordou que a instituição havia previamente alertado para a possibilidade de o fenómeno afectar a zona costeira de Inhambane.
Segundo explicou, o sistema deslocou-se paralelamente à costa daquela província, não tendo penetrado no continente, o que fez com que os ventos inicialmente previstos não se fizessem sentir na sua totalidade, reduzindo assim os danos.
“Importa informar que o ciclone tropical passou e, felizmente, afastado da costa de Inhambane, não entrou para o continente e isto fez com que os impactos também fossem reduzidos”, afirmou.
O responsável acrescentou que o fenómeno já se encontra a caminho do Canal de Moçambique, deixando de constituir ameaça não só para Inhambane, mas também para as províncias de Gaza e Sofala nos próximos dias.
Aramuge esclareceu ainda que a eventual ocorrência de chuvas nas províncias de Gaza e Maputo não está relacionada com a passagem do ciclone, sublinhando que o país se encontra na época chuvosa, período em que a precipitação é considerada normal.
“É preciso separar estes dois fenómenos. As chuvas que vierem a ocorrer não estão relacionadas de maneira alguma com a passagem do ciclone”, precisou, afastando igualmente informações postas a circular sobre uma eventual chegada do fenómeno à província de Sofala na segunda-feira.
Entretanto, a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, anunciou que as famílias acolhidas nos centros de acomodação na cidade de Maxixe, uma das zonas afectadas na província de Inhambane, já podem regressar às suas residências.
Segundo Meque, após visitas de avaliação efectuadas em alguns bairros, as autoridades constataram a existência de condições mínimas de segurança para o regresso das populações.
“Do trabalho feito em Maxixe, visitámos alguns bairros e vimos de facto que há condições para que as famílias nos centros possam regressar. Estamos aqui a transmitir, trazer conforto às famílias; fomos ver que já há condições para elas, depois do almoço, poderem regressar às suas residências”, declarou.
Dados do INGD indicam que foram activados oito centros de acomodação na província de Inhambane, os quais acolhem actualmente 871 pessoas, correspondentes a 109 famílias.
Apesar de o ciclone não ter atingido directamente o continente, registaram-se três óbitos na província de Inhambane. O governador provincial, Francisco Pagula, confirmou igualmente a ocorrência de danos em infra-estruturas públicas e em habitações.
Segundo informação preliminar, as mortes resultaram da queda de um coqueiro sobre uma residência, na sequência dos ventos fortes que se fizeram sentir desde a noite de sexta-feira na cidade de Maxixe, bem como de descargas atmosféricas na cidade de Inhambane.
(AIM)
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