Maputo, 15 Fev (AIM) – A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, apelou à mobilização de todos os moçambicanos, dentro e fora do país, para reforçar o apoio material e emocional às famílias desalojadas pelas cheias no distrito do Búzi, na província de Sofala.
O apelo foi lançado na noite de sábado (14), na localidade de Guara-Guara, onde a Primeira-Dama se deslocou para prestar solidariedade directa às populações acolhidas nos centros de acomodação.
“Temos que estar juntos em todos os momentos, bons e difíceis. Esta é a mensagem-chave que nós temos estado a transmitir neste momento a todos os moçambicanos, não só os que estão em Moçambique, mas também os que estão fora do nosso país”, afirmou.
A Primeira-Dama destacou que as necessidades das famílias vão para além do apoio moral.
“Continuem a apoiar as famílias que se encontram neste momento a sofrer, que estão longe das suas casas, que se encontram nos centros de acomodação. Precisam de muito apoio nosso, não emocional somente, mas também material, porque perderam tudo”, apelou, sublinhando que mesmo um quilo de açúcar ou uma barra de sabão representam contributos valiosos.
Com o ano lectivo à porta, manifestou a sua preocupação com a situação das crianças afectadas. “Qualquer coisa que alguém tiver ajudará bastante, mesmo que seja um lápis ou caderno, porque as crianças perderam tudo, e daqui a pouco iniciam as aulas e não têm nem um caderno sequer. Então, precisamos de muito apoio, muito material escolar”, alertou.
Durante a visita ao centro de acomodação, a Primeira-Dama manteve contacto directo com as famílias deslocadas, destacando a resiliência das vítimas.
“Chegámos a Guara-Guara e encontramos muita gente à nossa espera. Encontrámos as pessoas felizes, apesar de estarem a sofrer, longe das suas casas”, referiu.
Na ocasião, envolveu-se também nas actividades do centro, participando na preparação e distribuição das refeições.
“Ajudámos a confeccionar o jantar e servimos o jantar, jantámos juntos das nossas crianças; primeiro são as crianças, depois são as mães grávidas, lactentes, idosos, entre outros”, relatou, descrevendo momentos de confraternização e de interacção com os mais novos, com vista a atenuar o trauma provocado pelas inundações.
A visita incluiu a entrega de donativos para reforçar as acções do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), incluindo produtos alimentares como arroz e açúcar, kits de higiene feminina, fraldas, leite e papas para bebés. As crianças receberam brinquedos, bolachas e sumos, devolvendo alguma normalidade ao quotidiano infantil.
Com enfoque na recuperação sustentável, foram ainda entregues insumos e ferramentas agrícolas, como enxadas e catanas.
“A chuva veio e as pessoas precisam de produzir. Não vamos ter comida todos os dias, não vamos estender a mão todos os dias, precisamos de produzir para nos podermos alimentar”, explicou, acrescentando que o excedente poderá ser comercializado para aquisição de outros bens essenciais.
Gueta Chapo assegurou que a assistência não ficará limitada ao distrito do Búzi, prometendo monitoria contínua e a extensão do apoio a outras regiões afectadas pelas intempéries.
“Esperamos ainda outro apoio, que teremos daqui a algumas semanas, para podermos entregar à nossa população não só aqui em Búzi, mas também em Maputo, Gaza e em todo o sítio onde nós iremos passar”, garantiu.
Importa referir que a Primeira-Dama pernoitou no local.
(AIM)
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