Presidente da República, Daniel Chapo, recebe em audiência delegação do Banco Mundial, chefiada pelo director da instituição em Moçambique, Fily Sissoko
Maputo, 23 Fev (AIM) – Moçambique e o Banco Mundial lançaram hoje, em Maputo, um novo quadro de parceria que prevê a mobilização de até 10 mil milhões de dólares para investimentos públicos e privados no período 2026-2031.
O pacote inclui cerca de 6 mil milhões de dólares destinados ao investimento público e outros 4 mil milhões canalizados para o sector privado.
O anúncio foi feito esta segunda-feira (23), durante uma audiência concedida pelo Chefe de Estado a uma delegação do Banco Mundial, chefiada pelo director da instituição em Moçambique, Fily Sissoko.
Em declarações à imprensa, a ministra das Finanças, Carla Louveira, destacou que “este encontro lançou de forma oficial o programa de parceria com Moçambique, recentemente aprovado pelo Conselho de Administração do Banco Mundial, e que define o quadro de projectos que o país passará a desenvolver no período de 2026 até 2031, assente num portfólio de cerca de 6 mil milhões de dólares”.
Louveira acrescentou que, além do financiamento destinado ao investimento público, “o Banco Mundial também se comprometeu, neste quadro de parceria, com adicionais 4 mil milhões de dólares para o sector privado, através das agências IFC (Corporação Financeira Internacional) e MIGA (Agência Multilateral de Garantia de Investimentos), que estão dispostas a trabalhar com o sector privado do nosso país, em parte dos projectos já iniciados, como é o caso do projecto Mphanda Nkuwa”.
A ministra sublinhou ainda que a instituição está igualmente a desenvolver com Moçambique um quadro de parceria para a componente macrofiscal, avaliada em 921 milhões de dólares, destinado a “assegurar a consolidação macrofiscal e apoiar a retoma do crescimento económico do país, que se apresenta numa perspectiva bastante positiva”.
Além destas iniciativas, destacou duas linhas adicionais.
A primeira é a linha de prevenção para a resiliência, associada a 450 milhões de dólares, que vigora para os próximos três anos.
A segunda é a linha emergencial, designada REPAIR (Programa Regional de Preparação para Emergências e Acesso à Recuperação Inclusiva), no valor de 20 milhões de dólares, já desembolsada, destinada a financiar acções de emergência no INGD e nos Ministérios das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e da Saúde, essencialmente para a aquisição de alimentos, medicamentos e produtos sanitários de emergência.
O director de divisão do Banco Mundial, Fily Sissoko, reforçou a importância da celeridade na execução dos projectos, lembrando que “ao nível de cada sector, é fundamental assegurar o cumprimento dos procedimentos de procurement do Banco Mundial, para que a execução seja efectiva e célere em todas as acções previstas dentro deste quadro de parceria 2026-2031”.
Segundo Louveira, a assinatura deste quadro marca o início de um período de execução efectiva de projectos em diversos sectores estratégicos do país, com impacto no desenvolvimento económico e social.
(AIM)
NL/sg
