Suspeitos pelo crime de falsificação de moeda
Chimoio, 23 Fev (AIM) – Três indivíduos estão detidos na cidade de Chimoio, província de Manica, em Moçambique, indiciados pelo crime de falsificação de moeda (metical).
Os detidos, com idades entre 18 e 23 anos, foram encontrados na posse de notas falsas no valor de três mil meticais.
O chefe do Departamento das Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Mouzinho Manasse, explicou que a neutralização dos suspeitos ocorreu nos bairros Bloco Nove e Quatro, após estes terem efectuado compras numa barraca na zona de Chinfura.
“Os três indivíduos foram neutralizados no bairro Bloco Nove e Quatro. Eles haviam efectuado compras numa barraca na zona de Chinfura. Aconteceu no passado sábado”, explicou Mouzinho Manasse.
“O proprietário da barraca notou que as notas eram falsas na hora do fecho das contas. Comunicou a polícia que iniciou diligências que culminaram com a neutralização dos três indivíduos”.
Falando hoje (23), em conferência de imprensa, em Chimoio, sobre as ocorrências do fim-de-semana, Manasse avançou que decorrem investigações para apurar se há mais pessoas envolvidas.
“Investigações estão em curso e se existirem mais pessoas envolvidas serão responsabilizados. Para este caso já foi lavrado um processo e os envolvidos serão responsabilizados pela prática deste crime”.
Por sua vez, o proprietário da barraca, Xavier Cumbane, disse ter descoberto as notas falsas no momento do fecho das contas do dia.
“Eu estava a fazer as contas do dia. Descobri as notas que são falsas. Comuniquei a polícia sobre a existência de algumas notas falsa. A polícia iniciou um trabalho de inteligência e conseguimos neutralizar os supostos indiciados”, referiu.
“Enquanto eu fazia as contas do dia, vi que algumas notas eram falsas. Perguntei ao meu trabalhador e ele disse que ainda lembrava-se dos clientes que usaram as notas. Foi assim que foram neutralizados”.
Entretanto, um dos indiciados nega o seu envolvimento.
“Não faço parte do grupo de falsificadores. Apenas sou acusado de ter comprado cerveja com notas falsas. Mas no sábado não fui para o tal bar porque eu trabalho numa outra barraca. Não sei nada sobre o aparecimento dessas notas falsas”, contou.
“Se a polícia fizer um trabalho mais cuidadoso poderá identificar quem eram os verdadeiros portadores dessas notas. Eu também provarei a minha inocência. Estou a ser confundido. Mas nada sei do que está a acontecer”.
Outro indiciado também rejeita qualquer ligação ao caso.
“Não sei o que está acontecer. Quando eram cerca das 23h00 quando chegou a polícia levou-me a esquadra. Dizem que eu tinha notas falsas de mil meticais. Mas não é verdade. Nada sei sobre essas notas”, referiu.
(AIM)
Nestor Magado/sg
