Chegada do Presidente da República a Malabo, na Guiné Equatorial
Malabo, 27 Mar (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do Governo em proteger e aproximar os serviços do Estado aos moçambicanos residentes no exterior.
Chapo assumiu o compromisso durante um encontro mantido com a comunidade moçambicana, residente na Guine Equatorial.
“Continuaremos a trabalhar para encontrar soluções que garantam maior proximidade dos serviços do Estado aos nossos cidadãos no exterior. É nosso compromisso reforçar a protecção consular”, declarou o estadista moçambicano, hoje (27), em Malabo num encontro com a comunidade moçambicana residente em Guine Equatorial.
Chapo destacou o valor da diáspora como parte integrante da nação moçambicana e como motor do fortalecimento da identidade e dos valores do país além-fronteiras. “Mesmo distantes, mantêm viva a chama da moçambicanidade, honrando a nossa bandeira, projectando o nosso hino e projectando os valores do nosso povo além-fronteiras”, afirmou.
Ressaltou o esforço do Governo em consolidar a diplomacia económica, atrair investimentos e dinamizar a economia nacional, ao mesmo tempo em que mantém atenção à solidariedade nacional e internacional.
“Estamos determinados a continuar a trabalhar para atrair mais investimentos nacionais e estrangeiros, dinamizar a economia e, sobretudo, melhorar as condições de vida do nosso povo dentro e fora do país”, afirmou.
O Presidente explicou que o executivo criou a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior como mecanismo institucional para atender às necessidades da diáspora.
“Criámos esta figura para cuidar exactamente dos interesses dos nossos irmãos moçambicanos na diáspora. Ela tem a missão de colaborar convosco diante das vossas preocupações legítimas, desafios e iniciativas, sempre na busca de soluções eficazes”, vincou.
Aproveitou a ocasião para falar sobre os desafios naturais e de segurança que afectam Moçambique, como as cheias, ciclones e os ataques terroristas na província de Cabo Delgado.
“Partilhamos convosco a dor causada pelos desastres naturais que ciclicamente assolam o nosso país, bem como a indignação face aos ataques terroristas. Queremos assegurar-vos que o nosso Governo continua firme, empenhado no combate ao terrorismo, em restaurar a paz, garantir a segurança das populações e criar melhores condições de vida necessárias para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do nosso país”, sublinhou.
Já representante da comunidade moçambicana na Guiné Equatorial, Elga Muxhlanga, saudou a presença de Daniel Chapo e apresentou os desafios e aspirações da comunidade local, que considera Guiné Equatorial como seu segundo lar.
“A Guiné Equatorial é o nosso segundo lar, pela hospitalidade e igualdade de oportunidades que oferece. Esperamos que se sinta bem acolhido enquanto durar esta estadia, Vossa Excelência. Apesar da distância e tempo que nos separam de Moçambique, mantemos sempre acesos os nossos laços de irmandade com o povo que nos viu nascer”, declarou.
Muxhlanga, manifestou preocupação com os efeitos dos desastres naturais e da violência, principalmente em Cabo Delgado, que afectaram famílias e comprometeram o desenvolvimento socioeconómico do país.
“Temos acompanhado com muito desagrado o sofrimento que os nossos irmãos têm passado nos últimos anos. Os desastres naturais, caracterizados por chuvas intensas e ciclones que semearam destruição e luto no seio das famílias. Lamentamos e condenamos com vivência os ataques armados que têm tido lugar em algumas zonas do país, com destaque na província de Cabo Delgado”.
Muxhlanga elogiou ainda a governação de Chapo e o avanço da diplomacia económica, que contribui para a criação de empregos e aumento da receita pública. “Acompanhamos com atenção e satisfação os esforços que têm vindo a empreender no campo da diplomacia económica de forma incansável”.
Acrescentou que “com esse empenho, alimenta a esperança de vermos muitos investidores de todos os quadros do mundo a implementar seus projectos em diversas áreas e sectores estratégicos do país, dando oportunidade de emprego aos jovens, assim como no funcionamento da administração pública e prestação de serviços básicos de maior relevo e impacto”.
Na ocasião, a representante dos moçambicanos residentes em Guine Equatorial, pediu a criação de uma representação consular em território equatoriano.
“Aproveitamos esta oportunidade de nos pronunciar diante de Vossa Excelência para pedir que nos seja instalada uma representação de Estado de Moçambique aqui em Guiné Equatorial. Um consulado ou uma embaixada onde possamos tramitar documentos e assuntos ligados à nossa nacionalidade moçambicana”, afirmou.
Muxhlanga concluiu destacando a unidade e diversidade da comunidade moçambicana na Guiné Equatorial, composta por 34 moçambicanos [excepto crianças], entre pais, jovens, pais, avós e crianças, e apelou à organização consular e ao mapeamento dos cidadãos.
“A nossa comunidade é representada por jovens, pais, tios, avós e crianças, uns ligados à área hoteleira, farmacêutica, jornalística, serviços domésticos, e os pequenos frequentando ensino primário e secundário. Estamos unidos pela amizade e simpatia que é característica do povo moçambicano. Fazemos todo o nosso apelo para que os moçambicanos aqui façam o mapeamento, que serve para sabermos com quem contar e quem pode apoiar Moçambique.”
O encontro reforçou os laços entre o Estado moçambicano e a diáspora, evidenciando o papel da comunidade na promoção dos valores de paz, unidade e patriotismo, e consolidando a presença de Moçambique no continente africano e no mundo.
Daniel Chapo encontra-se desde última quinta-feira (26) na Guiné Equatorial para participar, amanhã (28), na XI Cimeira da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, que reúne líderes para discutir cooperação, desenvolvimento e diplomacia económica.
(AIM)
SNN/sg
