Maputo, 27 de Mar (AIM) – O Reino dos Países Baixos lançou um projecto de gestão integrada transfronteiriça das bacias hidrográficas dos rios Incomati e Maputo, envolvendo Moçambique, África do Sul e o Reino de Eswatini.
O projecto, denominado VUNWE-sigla de “Revitalizando, Unificando e Promovendo o Empoderamento na Gestão de Recursos Hídricos entre Vizinhos” — foi recentemente apresentado pela embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Elsbeth Akkerman, na cidade de Mbabane, capital do Reino de Eswatini.
Com uma duração de quatro anos (2026–2029) e um orçamento de sete milhões de euros, a iniciativa visa reforçar a capacidade institucional e promover a gestão sustentável dos recursos hídricos nos três países.
O objectivo central é melhorar a integração da gestão dos recursos hídricos, com enfoque na monitorização, no uso de tecnologia e na capacitação de quadros, bem como no reforço da cooperação transfronteiriça nas bacias hidrográficas.
O projecto abrange a Comissão de Gestão das Bacias dos Rios Incomati e Maputo, na região sul de Moçambique, e a Comissão de Gestão das Bacias do Búzi, Save e Púnguè, na região central do país.
Os fundos serão distribuídos da seguinte forma: três milhões de euros para a BUPUSACOM, dois milhões para a INMACOM e 1,1 milhão para um consórcio de organizações regionais e internacionais do sector da água, liderado pelo IHE Delft.
Moçambique, enquanto país a jusante, desempenha um papel fundamental na gestão integrada dos recursos hídricos na África Austral.
O projecto pretende, sobretudo, reduzir o impacto das cheias e promover uma gestão sustentável dos recursos hídricos nos três países. Prevê-se que, até 2029, a INMACOM esteja mais fortalecida, transparente, equitativa e sustentável.
(AIM)
