Presidente da República, Daniel Chapo (centro)
Maputo, 26 Abril (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou hoje (26) em Maputo, que o executivo moçambicano está apostar na construção de infra-estruturas mais resilientes para mitigar o impacto dos eventos extremos, incluindo ciclones, cheias e secas que ocorrem com maior frequência e intensidade nos últimos tempos.
“Estamos neste momento a ser devastados por vários eventos climáticos e estão sendo feitas Infra-estruturas de defesa e retenção de ondas de cheias, sistemas de pré-aviso e outras iniciativas que contribuam para a redução significativa de perdas de vidas humanas, bens, bem como aumentar a produtividade em vários sectores económicos e sociais”, disse.
Segundo Chapo, a frequente ciclicidade e intensidade de eventos extremos impõe ao governo a adopção de várias estratégias de gestão de desastres e, para o efeito, já existem uma série de acções em curso.
O chefe de Estado fez questão de reforçar o papel do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, fortalecimento dos sistemas de gestão de água, aviso prévio de cheias através de iniciativas “Um distrito, Uma Estação Meteorológica ” entre outras medidas estruturantes.
O estadista Moçambicano, falava na abertura do XVI Simpósio Hidráulica e Recursos Hídricos e XI Congresso de Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), que arrancou esta segunda feira (26) na capital moçambicana.
Chapo referiu que está em curso a criação de uma unidade dedicada ao controlo de cheias e secas, revitalização dos comités locais de gestão, redução de riscos e desastres assim como mapeamento, a escala nacional, das áreas de riscos e cheias entre outras medidas que têm trazido resultados encorajadores ao país, região e continente.
“Dados recentes sobre as mudanças climáticas indicam que o nosso país está entre os 10 países vulneráveis do mundo aos impactos climáticos extremos. Esta realidade exige uma acção coordenada, inteligente e solidária, não só a nível da política, mais essencialmente a nível dos especialistas da nossa comunidade, partilha de experiências e soluções implementadas em outros países”, disse.
Sobre a Diplomacia Hídrica, Moçambique tem estado a trocar informações e experiências das quais o país partilha as bacias Hidrográficas de Maputo, Incomáti, Umbelúzi, Limpopo, Búzi, Save, Pungué , Zambeze e Rovuma.
O governo está ciente que a caminhada é longa, mas os resultados das acções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas são visíveis.
“Por exemplo incrementamos o tempo de antecipação dos avisos de eventos extremos que em 2016 era de 1 dia e agora conseguimos ter a informação com 6 dias de antecipação, o que permite reduzir significativamente os impactos associados, com maior destaque para prevenção de perdas de vidas humanas ao nível do país”, referiu.
Ademais, o país esta comprometido com o sexto ponto dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que é de prover o acesso universal a água potável e sanear adequado.
Por isso, o governo moçambicano está a implementar algumas reformas estruturantes, planificação a médio e longo prazo, a título de exemplo da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025- 2044 (ENDE), documento recentemente aprovado pela Assembleia da República (AR).
O documento em alusão projecta Moçambique para uma nova era de desenvolvimento resiliente e inclusiva no sector hídrico.
Por outro lado, a Estratégia apresenta metas claras para incrementar a capacidade de armazenamento de água no país, saindo de 59,1 por cento para 61,7 milhões de metros cúbicos de água.
“Elevar o acesso de água potável para 70 por cento e saneamento para 68 por cento, reforçar a gestão integrada de recursos hídricos e sobretudo proteja as zonas vulnerabilidade a erosão e salinização costeira, dai a importância deste Simpósio”, disse.
O governo espera que o XVI Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos em simultaneamente com XI Congresso de Planeamento e Gestão de Zonas Costeiras seja um momento para desenhar soluções, não só para desafios comuns, como também respeito pelos ecossistemas e valorização do conhecimento local, para o fortalecimento das comunidades locais.
Acrescentou que ambos aspectos são por excelência para estreitar laços, consolidar parcerias e abrir novos canais de cooperação entre os países.
“A nossa capacidade de agir em conjunto será determinante para superar as barreiras de gestão integrada e sustentável de recursos hídricos na unersilização do acesso e água potável e saneamento contribuindo para o bem-estar das nossas populações”, disse.
O governo defende o fortalecimento de estratégias regionais no uso das comunidades de países de língua portuguesa e o diálogo com países com maiores emissões de carbono.
O evento é promovido por Associação de Profissionais de Água de Moçambique (Açucare), Associação Moçambicana de Avaliação de Impacto Ambiental (AMAIA), Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), Associação de Cabo Verdeana de Recursos Hídricos (ACRH) e Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH), respectivamente.
(AIM)
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