Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, discursa na Assembleia da República
Maputo, 08 Abr (AIM) – O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, afirma que os desafios que o país irá enfrentar num futuro próximo exigem compromisso concreto e acções mensuráveis, e não atitudes de complacência.
Falando antes da Ordem do Dia, na Assembleia da República de Moçambique, Manasse defendeu a necessidade de investir de forma directa e consistente na juventude como condição essencial para o desenvolvimento do país.
O governante apelou a uma acção conjunta entre o Governo e o parlamento, sublinhando que os valores se constroem colectivamente, com coragem e firmeza, para a defesa do Estado de Direito Democrático.
“Apelo a esta Assembleia para que, juntos, governo e parlamento, possamos continuar a honrar a geração que mais espera de nós: os jovens de Moçambique”, disse, acrescentando que “este não é o momento da hesitação, é o momento da escolha”.
Manasse advertiu que a transição digital do mercado de trabalho já está em curso e coloca desafios estruturais ao sistema de formação profissional.
Segundo projecções do Fórum Económico Mundial, até 2030, a inteligência artificial e a automatização poderão eliminar cerca de 85 milhões de empregos a nível global, ao mesmo tempo que criarão cerca de 97 milhões de novas funções.
“A juventude moçambicana não pode ser apenas espectadora de um tempo que exige protagonismo; Moçambique não pode ser espectador desta transformação”, afirmou.
De acordo com o ministro, persistem desafios que condicionam a plena implementação das políticas de juventude e emprego, sendo a formação profissional uma aposta estratégica para garantir oportunidades sustentáveis.
“Continuaremos a trabalhar para levar mais centros de formação aos distritos”, disse.
Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que cerca de 66 por cento da população moçambicana tem menos de 25 anos, sendo que aproximadamente 34 por cento — mais de 11 milhões de pessoas — integra a faixa etária dos 15 aos 35 anos, com uma taxa de crescimento anual de 3,5 por cento, a mais elevada entre os grupos etários.
As províncias de Nampula e Zambézia concentram, em conjunto, cerca de 37 por cento da juventude do país.
“Não estamos, portanto, perante uma tendência conjuntural: estamos perante uma realidade estrutural que define o presente e determinará o futuro de Moçambique nas próximas décadas”, disse.
(AIM)
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