Maputo, 13 Abr (AIM) – O Governo lançou hoje, na capital moçambicana, o Portal de Divulgação de Dados de Infra-estruturas, uma plataforma destinada a reforçar a transparência, a prestação de contas e a eficiência na gestão do sector rodoviário, num contexto marcado por crescentes necessidades de financiamento e desafios climáticos.
Segundo o Secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, o portal “representa um avanço significativo na promoção da prestação de contas e da gestão baseada em evidências”, ao ampliar o acesso público à informação sobre investimentos e desempenho das infra-estruturas.
A ferramenta foi apresentada no âmbito da reunião do Grupo Focal da África Austral da Associação de Fundos de Manutenção de Estradas de África, que decorre na capital moçambicana com a participação de representantes dos Fundos de Estradas da região e parceiros de desenvolvimento.
Segundo o governante, a iniciativa insere-se no processo de modernização da gestão pública no sector dos transportes, com enfoque na digitalização da recolha, tratamento e divulgação de dados.
Mabote sublinhou que o reforço da disponibilidade de informação deverá aumentar a confiança dos cidadãos e dos parceiros na aplicação dos recursos públicos destinados às infra-estruturas rodoviárias.
Destacou ainda o papel estratégico do sector na economia nacional e regional, através dos corredores de Maputo, Beira, Nacala e Mtwara, que asseguram a ligação entre países do interior e os portos moçambicanos.
“As infra-estruturas rodoviárias constituem um pilar fundamental para o desenvolvimento económico e social”, referiu.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Fundo de Estradas, Ângelo Macuácua, destacou que a evolução destes fundos tem contribuído para maior transparência e sustentabilidade no financiamento do sector.
“Eles nasceram para garantir que os recursos destinados às nossas vias não fossem absorvidos por outras prioridades do Estado”, afirmou.
Macuácua alertou, contudo, para os desafios que o sector enfrenta, nomeadamente o aumento dos preços dos combustíveis e os impactos das mudanças climáticas, que pressionam simultaneamente as receitas e os custos de manutenção.
“Temos, portanto, uma equação difícil: custos crescentes e receitas decrescentes”, disse.
A reunião do Grupo Focal da ARMFA decorre como uma plataforma de partilha de experiências e definição de estratégias conjuntas para o reforço do financiamento sustentável das infra-estruturas rodoviárias na região.
(AIM)
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