Maputo, 20 Abr (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou interesse em reforçar a cooperação com empresas chinesas nas áreas de infra-estruturas eléctricas e energias renováveis, com vista à adopção de soluções tecnológicas para o controlo de inundações e reabilitação de estradas em Moçambique.
A posição foi expressa após a visita, no domingo, ao Qinghai Clean Energy and Green Computing Power Dispatching Centre, bem como as unidades industriais ligadas à construção de infra-estruturas e à produção de energia solar, eólica e hídrica, na cidade de Xining, província chinesa de Qinghai.
Na ocasião, o Chefe do Estado inteirou-se dos modelos tecnológicos e de gestão adoptados no sector energético, tendo destacado o controlo das águas como um dos principais desafios estruturais do país, sobretudo face a eventos climáticos extremos que comprometem infra-estruturas estratégicas.
“Em Moçambique, também temos o desafio do controlo das águas; tivemos agora cheias e inundações, que destruíram estradas, principalmente a nossa Estrada Nacional Número 1; e também temos uma barragem que, a ser construída, seria muito bom para o controlo das águas, que é a Barragem de Mapai, em [província meridional de] Gaza”, disse Chapo, citado em nota de imprensa da Presidência.
O Presidente sublinhou que as capacidades técnicas das empresas visitadas podem contribuir para soluções eficazes e sustentáveis no domínio hídrico.
“Achamos que a empresa tem esta capacidade de fazer um estudo do controlo das águas e construirmos barragens nos locais certos”, afirmou.
Sobre as vias de acesso, Chapo voltou a alertar para a vulnerabilidade da Estrada Nacional Número 1 (N1), principal eixo rodoviário do país, sobretudo durante a época chuvosa.
A N1 é frequentemente afectada pelas chuvas intensas, em particular entre Janeiro e Março, período em que as precipitações, aliadas à localização geográfica de Moçambique, provocam a degradação da infra-estrutura, mesmo após intervenções de reabilitação.
“Esta é uma das nossas grandes preocupações, e achamos que a empresa tem uma grande capacidade e pode realmente nos ajudar a trabalhar e podermos fazer esta estrada como deve ser”, referiu.
Durante a visita ao centro energético em Qinghai, o estadista destacou ainda o impacto social do modelo adoptado, que permite a participação directa das comunidades na economia energética.
“O que nos impressionou em transformar em riqueza é o facto de que as próprias populações serem accionistas, compram acções destas pequenas centrais hídricas que depois vendem energia para as grandes empresas, e isto gera também renda para a população”, explicou.
Na ocasião, Chapo reafirmou a intenção de replicar experiências semelhantes em Moçambique, com enfoque no reforço da produção energética diversificada e sustentável.
“Por isso estamos muito impressionados e vamos levar esta experiência que nós temos aqui para Moçambique e continuarmos a trabalhar para construirmos mais centrais eléctricas, mais centrais solares e mais centrais eólicas. Colhemos aqui uma grande experiência para desenvolver Moçambique, de um país irmão e um povo irmão”.
(AIM)
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