Jornalistas em pleno exercicio da profissao. Foto arquivo
Maputo, 03 Mai (AIM) – O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) marcou as celebrações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa destacando o novo quadro legal da comunicação social como um passo relevante para o aprofundamento das liberdades no país, ao mesmo tempo que alerta para episódios que continuam a colocar entraves ao trabalho da classe.
Numa mensagem alusiva a efeméride, celebrado hoje sob o lema “a defesa do jornalismo face aos desafios tecnológicos e de segurança – reafirmando o compromisso com a verdade e a democracia”, o SNJ destacou que a aprovação do pacote legislativo pela Assembleia da República representa uma conquista relevante para a classe, abrindo caminho para novas reformas estruturantes no sector.
Segundo o comunicado, o SNJ considera “a recente aprovação, por parte da Assembleia da República, do pacote legislativo para a comunicação social, cujo projecto foi amplamente debatido pelos profissionais da comunicação social, como um passo para alargar o espaço para o exercício da liberdade de imprensa e de expressão no país
O sindicato considera que este avanço cria condições para que a classe jornalística concentre esforços na elaboração da proposta de lei do Estatuto do Jornalista e do Regulamento da Carteira Profissional, instrumentos vistos como fundamentais para reforçar a dignificação da profissão e consolidar mecanismos de regulação e protecção do exercício jornalístico.
Apesar desse reconhecimento, a organização liderada pelo secretário-geral Faruco Sadique lamentou a persistência de práticas que atentam contra a liberdade de imprensa, denunciando episódios reportados de restrições impostas por algumas entidades públicas e privadas.
No comunicado, o secretário-geral do SNJ “manifestou repúdio às tentativas que têm sido reportadas, ainda que esporadicamente, de algumas entidades públicas e privadas, de coarctar o livre exercício da actividade jornalística”, advertindo que tais práticas contrariam os progressos alcançados pelo país na consolidação das liberdades fundamentais.
O SNJ recorda ainda que a celebração do 3 de Maio deve servir não apenas para reafirmar compromissos dos governos com a liberdade de imprensa, mas também como momento de reflexão interna da classe jornalística sobre a observância das normas éticas e deontológicas da profissão, num contexto marcado por rápidos avanços tecnológicos, novos desafios de segurança e crescente circulação de desinformação.
Instituído pela UNESCO e reconhecido pela Organização das Nações Unidas o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado anualmente a 3 de Maio, procura lembrar a importância de uma imprensa livre, plural e independente como fundamento da democracia, da cidadania e da defesa da verdade.
(AIM)
sg
