: Presidente da República, Daniel Chapo discursa no distrito de Chiúta, província de Tete
Maputo, 08 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou hoje, um pacote de medidas para reduzir o impacto da subida dos combustíveis em Moçambique, que inclui o reforço do transporte público urbano com mais de 200 autocarros, lançamento de projectos de gás veicular e aumento da capacidade nacional de armazenamento.
Chapo falava no distrito de Chiúta, no segundo dia da sua visita de trabalho à província de Tete, depois de, quinta-feira (07), ter escalado o distrito de Mágoè.
Segundo o Chefe de Estado, a subida dos preços dos combustíveis resulta da crise internacional provocada pela guerra no Médio Oriente e não de factores internos. “O problema do combustível não é só de Moçambique. É um problema mundial, tal como foi a Covid-19”, afirmou.
Explicou que o conflito afectou importantes zonas de produção e circulação de combustíveis, provocando uma redução da oferta internacional e o consequente agravamento dos preços.
“Havendo guerra naquela zona e destruição de refinarias, o mundo já não tem a mesma quantidade de combustível que tinha há dois meses”, disse.
Apesar disso, afirmou que Moçambique conseguiu amortecer inicialmente os efeitos da crise graças às reservas existentes nos portos nacionais. “Nós avisámos há dois meses que, se a guerra continuasse, um dia haveria aumento do combustível”, recordou.
Entre as medidas anunciadas, Chapo destacou a entrega, na próxima segunda-feira, na cidade de Maputo, de mais de 200 machimbombos destinados ao reforço do transporte público urbano e à redução do impacto da subida dos combustíveis sobre os passageiros.
Segundo explicou, os autocarros serão distribuídos pelos municípios, no âmbito de uma iniciativa destinada a subsidiar o transporte colectivo e evitar o agravamento das tarifas.
“Vamos fazer a entrega de mais de 200 machimbombos para servir o povo, facilitar o transporte e minimizar o impacto desta crise”, declarou.
O Presidente anunciou igualmente o lançamento, ainda este ano, de projectos de gás veicular, numa primeira fase a partir de Inhambane, com recurso ao gás nacional. “Chegou a hora de o nosso gás servir o povo”, afirmou.
Explicou que o Governo projecta igualmente construir refinarias em Maputo e na cidade da Beira, além de reforçar os depósitos de combustíveis e expandir a utilização de viaturas eléctricas e híbridas.
“São várias medidas que estamos a tomar para minimizar o impacto do aumento dos combustíveis na vida do nosso povo”, disse.
Chapo defendeu igualmente o aumento da produção nacional como forma de reduzir a dependência das importações e proteger o país de futuras crises internacionais.
“Se produzirmos o nosso arroz, milho, tomate e cebola, o aumento do combustível terá menor impacto sobre as famílias”, afirmou.
Por isso, o estadista apelou à população para aproveitar os quintais e aumentar a produção agrícola e pecuária. “A riqueza está no campo. Temos de trabalhar a terra para produzir comida e gerar rendimento”, declarou.
Durante o encontro popular, Chapo alertou ainda contra a propagação de boatos e desinformação, acusando “inimigos da paz e do desenvolvimento” de tentarem dividir os moçambicanos através de rumores falsos.
“É mentira e boato dizer que há pessoas que fazem desaparecer órgãos genitais através de cumprimentos”, afirmou, acrescentando que nenhum hospital do país registou casos do género.
O Chefe de Estado anunciou igualmente a duplicação do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) no distrito de Chiúta, com vista a financiar mais iniciativas de geração de rendimento e emprego.
(AIM)
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