Maputo, 27 Mai (AIM) – Mais de cinco mil cadernetas de registo comercial estão disponíveis na província de Tete para reforçar o controlo da cadeia de comercialização de excedentes agrícolas nas zonas fronteiriças.
Os instrumentos foram distribuídos aos intervenientes comerciais de Angónia, Tsangano, Macanga, Chifunde, Marava e Zumbo, bem como Moatize, Doa, Mutarara, Changara e Mágoe, distritos estratégicos que fazem fronteira com o Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.
Com esta medida, pretende-se intensificar o controlo da produção agrícola adquirida junto dos camponeses, garantir maior controlo dos produtos comercializados e travar o contrabando de excedentes.
A iniciativa surge numa altura em que na província cresce a preocupação em torno da saída ilegal de produtos agrícolas na linha de fronteira.
A informação foi avançada pelo delegado do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) em Tete, Mateus Muanza, onde referiu que a estratégia desenhada para bloquear os corredores de contrabando de excedentes na presente campanha de comercialização agrícola.
Mateus Muanza acredita que a introdução das cadernetas poderá permitir o registo mais rigoroso das quantidades comercializadas dos pontos de compra e da circulação dos produtos ao longo dos corredores fronteiriços.
“Ela orienta a fazer comercialização a aqueles que tem esta caderneta, então, uma das coisas para ter esta caderneta é ter nacionalidade moçambicana, então este é um instrumento rico, é maior, é verdade porque nós temos uma fronteira toda ela aberta, mas os pontos estratégicos nós estamos lá e estamos a controlar”, disse.
Acrescentou ainda que, “mas também o governo sempre vai apelando aos produtores para no fazerem essa comercialização sem nenhuma orientação, porque em algum momento eles também perdem quando fazem uma comercialização comercializada”.
Muanza salientou que o Governo sempre vai apelando aos produtores para não fazerem esta comercialização sem alguma orientação porque em algum momento eles também perdem quando fazem uma comercialização desorganizada.
Além do reforço do controlo, o governo está igualmente incentivar a implantação de mais sistemas de armazenamento de excedentes agrícolas de forma a evitar venda descontrolada destes produtos.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG) /sg
