Maputo, 30 Jun (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, no distrito de Meluco, província de Cabo Delgado, um maior envolvimento das comunidades na prevenção e combate ao terrorismo, considerando que a participação activa da sociedade, aliada às acções das Forças de Defesa e Segurança, à vigilância comunitária e ao Diálogo Nacional Inclusivo, são essenciais para consolidar a paz e assegurar o desenvolvimento do país.
Falando num comício popular, no segundo dia da sua visita de trabalho à província, o Chefe do Estado afirmou que o combate ao terrorismo não depende apenas da resposta militar, mas exige também o compromisso das populações na defesa da paz e na denúncia de situações que possam alimentar a instabilidade.
“Estamos a trabalhar dia e noite. De segunda a segunda, para que haja paz em Cabo Delgado”, declarou Chapo, acrescentando que a estabilidade é condição indispensável para a expansão de infra-estruturas como estradas, sistemas de abastecimento de água, energia, escolas e unidades sanitárias.
O Presidente apelou às comunidades para se manterem vigilantes face à desinformação e aos discursos de ódio, advertindo que estes fenómenos podem favorecer a acção dos grupos terroristas e comprometer os esforços de estabilização da província.
“O inimigo da paz não gosta de ver o povo em paz. Precisamos de ficar atentos”, afirmou, defendendo uma postura activa dos cidadãos na preservação da segurança e da ordem pública.
Chapo sublinhou que os efeitos da violência em Cabo Delgado repercutem-se em todo o território nacional, razão pela qual apelou ao reforço da unidade entre os moçambicanos.
“Quando se corta o dedo do pé, não dói só o dedo, dói todo o corpo. Assim é Moçambique”, disse.
No mesmo contexto, reiterou a abertura do Governo ao diálogo, no quadro do Diálogo Nacional Inclusivo, incluindo cidadãos envolvidos no conflito, defendendo que a reconciliação constitui um instrumento complementar às operações de combate ao terrorismo.
“Nós estamos abertos ao diálogo para encontrarmos juntos um caminho para a paz”, afirmou.
O Chefe do Estado alertou igualmente para os prejuízos causados pela desinformação, referindo que boatos têm estado na origem da destruição de escolas, hospitais, centros de saúde e outras infra-estruturas públicas, afectando directamente as comunidades.
“Destruíram hospitais, destruíram escolas, queimaram medicamentos para o povo moçambicano”, declarou.
Na ocasião, Chapo anunciou que a emissão do Bilhete de Identidade será gratuita até Dezembro deste ano, medida destinada a facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos.
O Presidente concluiu defendendo que o desenvolvimento económico e social depende directamente da consolidação da paz e da estabilidade.
“Podemos trazer mais estradas, mais água, mais energia, mais escolas e mais hospitais, mas tudo isso só é possível se houver paz”, concluiu.
(AIM)
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