Agricultura. Colheita de arroz. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 15 Jul (AIM) – O Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo (PNDC) 2026-2046 prevê formalizar 10 mil cooperativas e criar 500 mil empregos directos e indirectos em Moçambique.
O instrumento estratégico constitui um instrumento operacional para a implementação da Lei Geral das Cooperativas e de outros instrumentos orientados para a industrialização, promoção do conteúdo local e fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas.
O PNDC, segundo o Governo, aposta na criação de cooperativas industriais e agro-industriais, no processamento local da produção agrícola, pesqueira, florestal e mineira, bem como na integração das cooperativas nas cadeias de fornecimento dos grandes projectos nacionais.
“O programa prioriza a criação de cooperativas industriais e agro-industriais, o processamento local da produção agrícola, pesqueira, florestal e mineira e a integração das cooperativas nas cadeias de fornecimento dos grandes projectos nacionais”, afirmou terça-feira, em Maputo, Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo.
A iniciativa pretende igualmente promover a aquisição de bens e serviços produzidos pelas cooperativas nacionais, fortalecer o encadeamento produtivo entre cooperativas e micro, pequenas e médias empresas e impulsionar a criação de parques industriais de base cooperativa.
De acordo com o Executivo, o programa tem como visão transformar Moçambique numa referência nacional e internacional na organização da base produtiva através do cooperativismo moderno.
Entre os principais resultados esperados figura a integração de cerca de 1,5 milhão de operadores económicos actualmente inseridos no sector informal.
O plano prevê ainda uma forte componente de inclusão social, estabelecendo que pelo menos 40 por cento dos beneficiários sejam jovens e que 35 por cento dos cargos de gestão das cooperativas sejam ocupados por mulheres.
Segundo Impissa, o programa deverá contribuir para o aumento do processamento local da produção nacional, reduzir a exportação de matérias-primas e reforçar a participação das cooperativas nas exportações do país.
Espera-se igualmente o aumento da contribuição das cooperativas para o Produto Interno Bruto (PIB), o alargamento da base tributária e a melhoria da balança comercial.
(AIM)
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