Chimoio (Moçambique), 13 Ago (AIM) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na província de Manica, centro de Moçambique, esclareceu, no primeiro semestre deste ano, 419 casos criminais diversos, com arguidos presos, contra 210 no igual período de 2025.
Os crimes estão relacionados com homicídios, roubo agravado, violação sexual, entre outros delitos.
Os dados foram divulgados durante uma visita efectuada hoje (13) pelo secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, ao SERNIC.
Durante a visita, o dirigente escalou alguns sectores daquela instituição para se inteirar do seu funcionamento, bem como das dificuldades e dos progressos registados pelo SERNIC naquela região do país.
Lourenço Lindonde apreciou o relatório da instituição, que, segundo disse, apresenta progressos. Todavia, constatou a existência de desafios relacionados com a falta de espaços para albergar alguns serviços, bem como a exiguidade de recursos financeiros e humanos necessários ao pleno funcionamento do SERNIC.
“Estes desafios, nalguns momentos, têm estado a afectar o funcionamento do sector. Mas é necessário que saibamos que alguns problemas são gerais. Acreditamos que serão ultrapassados. O que vamos dizer é que o Estado vai, gradualmente, melhorar a sua capacidade material e financeira para assegurar que o país continue a desenvolver-se”, referiu.
“O trabalho do SERNIC assume-se como de extrema importância, por ser determinante para uma justiça cada vez mais célere. Por isso, viemos saber como é que funcionam e de que meios dispõem, e saber como é que, juntos, podemos resolver esses problemas”, acrescentou.
Segundo Lindonde, o SERNIC deve manter o seu compromisso de garantir a segurança e combater a criminalidade através de uma investigação profissionalizada.
“Desempenhem o vosso trabalho com profissionalismo e lealdade. Centrem-se numa investigação profissionalizada, porque só assim estaremos a cumprir a nossa missão de prevenção e combate à criminalidade”, exortou o dirigente.
“Fiquei feliz porque, em alguns sectores, ouvi dos colegas que reconhecem o problema que o país atravessa no que diz respeito aos recursos financeiros para o funcionamento. Mesmo assim, disseram que nunca deixaram de trabalhar porque amam a camisola. Isso faz-nos acreditar que há um compromisso por parte destes profissionais em trazer bons resultados”, afirmou.
Na ocasião, Lourenço Lindonde desafiou os agentes do SERNIC a apostarem na formação profissional, de forma a aumentarem os conhecimentos em áreas específicas.
“No vosso dia-a-dia, vocês lidam com matérias sensíveis que, nalguns momentos, exigem um conhecimento mais aprofundado. Há assuntos criminais que exigem conhecimentos em Direito ou noutras áreas afins”, disse.
Acrescentou ser importante que os agentes continuem a apostar na sua formação académica.
“Estudem para servir o país”, exortou.
AIM/Redacção
