Chimoio (Moçambique), 04 Nov (AIM) – O Governo vai iniciar, em Março de 2027, as obras de asfaltagem de cerca de 150 quilómetros de estradas em três distritos da província de Manica, centro de Moçambique, no âmbito do programa Mais Estradas.
A empreitada abrange os troços Espungabera–Chiurairwe, na Estrada Regional n.º 441 (ER-441), com uma extensão de 36 quilómetros; Chimoio–Macate, na ER-523, com 42 quilómetros; e Dombe–Chitausse, na Estrada Nacional n.º 1 (EN1), com 52 quilómetros.
As obras estão inseridas no programa Mais Estradas, recentemente lançado pelo Governo moçambicano, que visa melhorar a transitabilidade de pessoas e bens, através da expansão da rede de estradas asfaltadas no país.
Moçambique possui cerca de 30 mil quilómetros de estradas, dos quais apenas 8.400 quilómetros estão asfaltados, correspondendo a 28 por cento da rede rodoviária nacional.
Na província de Manica, a rede de estradas estende-se por cerca de três mil quilómetros, dos quais 900 quilómetros estão asfaltados.
Com a implementação do programa Mais Estradas, o Governo prevê aumentar a percentagem de estradas asfaltadas no país de 28 para 38 por cento.
O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Dzimba, falava esta quarta-feira (04), em Mossurize, durante um encontro com o Governo distrital, no qual apresentou os objectivos do projecto e os benefícios esperados para as comunidades abrangidas.
“Viemos apresentar às autoridades locais, às lideranças comunitárias e à população beneficiária os projectos rodoviários previstos, os seus objectivos e os benefícios da sua materialização”, afirmou.
Dzimba destacou os impactos socioeconómicos esperados durante as diferentes fases de implementação das obras e apelou ao envolvimento das comunidades.
“Esperamos vários benefícios socioeconómicos durante as principais etapas de implementação do projecto. Por isso, pedimos que a população seja parte desta empreitada, pois estas infra-estruturas pertencem ao povo”, disse.
O responsável apelou igualmente à população para evitar a construção de habitações, barracas e outras infra-estruturas nas zonas de reserva das estradas, de modo a não comprometer a execução das obras.
Segundo Dzimba, a concretização do projecto vai melhorar a conectividade rodoviária, criando um corredor regional que facilitará a ligação entre diferentes pontos de Moçambique e países vizinhos, nomeadamente o Zimbabwe e a África do Sul.
A nova infra-estrutura poderá igualmente impulsionar o desenvolvimento socioeconómico do distrito de Mossurize e das regiões circunvizinhas, contribuindo para reduzir o isolamento de algumas comunidades. A estrada deverá também apresentar maior resistência aos impactos das mudanças climáticas.
“Viemos pedir o apoio da comunidade para a materialização deste projecto, considerado importante para as populações. Solicitamos a colaboração do Governo na mobilização das autoridades locais, líderes comunitários, representantes das comunidades abrangidas e demais intervenientes relevantes. Este projecto é do povo moçambicano”, acrescentou.
Na ocasião, o delegado provincial da ANE apelou ao Governo distrital, aos líderes comunitários e a outras estruturas locais para sensibilizarem as comunidades sobre a necessidade de preservar as zonas de reserva de estradas, de modo a garantir condições favoráveis à execução das obras e prevenir eventuais constrangimentos durante a implementação do programa Mais Estradas.
Dzimba assegurou ainda que a mão-de-obra local será privilegiada durante a execução do projecto, devendo o Governo, em coordenação com as lideranças comunitárias, identificar jovens de ambos os sexos para integrarem as equipas de trabalho.
“O projecto dará prioridade às comunidades locais. Os jovens, tanto do sexo masculino como do feminino, terão oportunidades de emprego, com preferência para os residentes nas zonas próximas das estradas abrangidas pelo traçado”, explicou.
O responsável esclareceu que o Governo tinha inicialmente planificado a asfaltagem de cinco troços rodoviários. Contudo, nesta primeira fase, serão abrangidos apenas três: Espungabera–Chiurairwe, Chimoio–Macate e Dombe–Chitausse.
Os restantes dois troços, nomeadamente Chiurairwe–Chitobe e Chitobe–Muxungwe, poderão registar atrasos no início das obras, devido à falta de empreiteiros interessados na sua execução.
AIM/Redacção
