Barragem de Cahora Bassa. Foto de Ferhat Momade/arquivo
Maputo, 19 Jul (AIM) – O presidente do Banco Mundial, Ajay Banda, diz acreditar que Moçambique será uma potência energética nos próximos 10 anos e fazer do país um hub energético do sul do continente africano.
Falando à imprensa, minutos após o término de uma visita, incluindo sobrevoo, a Barragem de Cahora Bassa, província de Tete, centro de Moçambique, Banda disse que vai trabalhar com o governo moçambicano para identificar outras formas de potenciar o país.
Segundo Banda, o Presidente da República, Daniel Chapo, está apostado em materializar, durante a sua governação, os projectos energéticos existentes no país.
“Olhando para futuro, a imagem que eu tenho do Presidente da República (Daniel Chapo) e que eu também partilho é fazer de Moçambique uma potência energética da parte sul da África. Eu acho que esta é uma oportunidade real e algo que devemos trabalhar juntos, não apenas com dinheiro público, mas também com parcerias público-privadas”, afirmou.
Sobre o Projecto Central Norte de Cahora Bassa, que inclui uma nova hidroeléctrica na margem esquerda da Barragem de Cahora Bassa, Banda acredita que a Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla em inglês) o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) ambas instituições do Banco Mundial, podem verificar a equidade de financiamento e da dívida dos projectos que o Executivo moçambicano pode submeter.
O BIRD, segundo Banda, vai avaliar as garantias de risco parcial, a Agência Multilateral para Garantia dos Investimentos (MIGA) vai efectuar um cálculo de risco político, e Associação Internacional de Desenvolvimento (AIDA) que pode trazer financiamento de crédito concessional para a transmissão e também para o desenho e preparação do projecto Norte de Cahora Bassa.
“Acho que”, sublinhou, “tudo isso junto é como uma orquestra que está tocando uma boa música. Você tem que tocar muitos instrumentos musicais para criar harmonia. Eu acho que essa é a parceria que estamos discutindo”.
O presidente do Banco Mundial afirmou que o sector energético não é o único centro de financiamento daquela instituição à Moçambique, mas apresenta-se como prioritária.
“Não é a única coisa que vamos fazer com Moçambique, mas é provavelmente a mais importante”, disse, apontando o turismo, corredores de desenvolvimento, e uma população jovem como também oportunidades potenciais nos próximos anos.
O projecto Central Norte de Cahora Bassa terá uma capacidade máxima de geração de 1.250 MW, complementando os 2.075 MW da Central Sul, e prevê-se que a construção inicie em 2028, devendo durar cinco anos.
Um recente estudo intitulado “Africa Energy Outlook 2024, Mozambique Special Report” perspectiva que Moçambique poderá ser responsável pela produção de cerca 20 por cento de energia gerada em África, até finais do ano 2040, e integrar a lista dos 10 maiores produtores de energia no mundo.
(AIM)
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