Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, fala à imprensa na companhia do presidente do Banco Mundial, Ajay Banda
Songo (Moçambique) 19 Jul (AIM) – Moçambique ostenta uma enorme capacidade para produzir energias renováveis, em grandes quantidades, a partir pelo menos a partir de pelo menos três fontes diferentes.
O facto foi avançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que falava em declarações à imprensa, minutos após o término de uma visita, incluindo sobrevoo, a Barragem de Cahora Bassa, província central de Tete, acompanhado pelo presidente do Banco Mundial, Ajay Banda, que efectua uma visita de trabalho de dois dias a Moçambique.
Para o efeito, Moçambique pode estabelecer parcerias público-privadas com o Banco Mundial e outros parceiros do Grupo Banco Mundial para investir na matriz energética.
O Chefe do Estado explica que Moçambique pode “produzir energia eléctrica através de centrais hidroeléctricas, de centrais solares, de centrais a gás, de centrais também a vento, portanto, centrais eólicas. Esse é o objectivo principal desta visita”.
Sobre a energia eólica, Chapo fez questão de afirmar que a localização geográfica de Moçambique é favorável, revelando que “estamos, neste momento, a trabalhar com o Grupo Banco Mundial, através do Cooperação Internacional Financeira (IFC, sigla em inglês) que faz parte do Grupo Banco Mundial”.
Relativamente centrais solares, Moçambique tem sol cerca de 12 meses, por ano, e “nós achamos que também podemos aumentar a produção de energia eléctrica através do sol”.
Apontou como exemplo, a central solar de, Metoro, localizada no distrito de Ancuabe, província nortenha de Cabo Delgado, inaugurado em Abril de 2022, com uma capacidade de produzir 40 megawatts; e a de Mocuba, instalada no distrito com o mesmo nome, província central da Zambézia. Esta central produz 41 megawatts e beneficia cerca de 170 mil famílias.
Chapo disse à Banda que a cooperação com a instituição que dirige vai concentrar estratégias em quatro áreas principais, nomeadamente, turismo, agricultura, recursos minerais e infra-estruturas.
Nas infra-estruturas, fez saber que o foco é catapultar os corredores de desenvolvimento do país.
“Estamos a falar do corredor do Maputo, no sul, o corredor de Nacala, no norte, e o corredor da Beira, no centro. Achamos que os nossos corredores têm capacidade de produzir dinheiro para o país, com transporte e logística, muito mais do que estão a produzir neste momento”, disse.
Num outro desenvolvimento, Banda afirmou que a cooperação com Moçambique não apenas deve assentar no sector energético por este não ser o único que o país ostenta com potencialidade.
“Há oportunidades no turismo, há oportunidades nos corredores económicos, e há oportunidades de aprendizagem para jovens..
“Então, eu acho que temos um grande futuro para este país”, afirmou.
(AIM)
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