Produção agrícola em Moçambique. Foto arquivo
Báruè (Moçambique), 22 Jul (AIM) – A Mangwana, uma organização não governamental do agrícola, procedeu esta quarta-feira (22), a entrega de cheques no valor de 63 milhões de meticais (cerca de um milhão de dólares) a produtores agrícolas comerciais, pequenos e médias empresas agrícolas comerciais da província de Manica, centro de Moçambique.
São produtores de diferentes categorias comerciais. Com este montante estão a ser financiadas 17 empresas e 207 pequenos produtores, dos quais 17 são do distrito de Báruè.
A iniciativa se enquadra no âmbito do fundo de subversão no programa Mangwana.
Os cheques são de valores que variam de 1.800. 000 até 10.2 milhões de meticais.
Segundo o director do programa Mangwana, Augusto Jaime, a maioria dos beneficiários produz culturas de rendimento destinadas à comercialização.
Jaime explicou que o programa Mangwana está assente em três principais pilares que consistem no apoio aos pequenos produtores, promoção de desenvolvimento do sector privado e a melhoria do ambiente de negócios.
“A assistência dentro do programa segue uma abordagem integrada que inclui a agricultura, nutrição e demais componentes que são garantidos por uma rede de técnicos agrários, de nutrição e membros das comunidades que intervêm em diferentes etapas do processo de facilitação das comunidades”, explicou.
Segundo Jaime, para os pequenos produtores, o valor de investimento máximo é de 210 mil meticais, dependendo das necessidades concretas de cada um dos produtores.
“Muitos desses investimentos são feitos de acordo com as necessidades concretas. O apoio é feito em material de irrigação como motobombas, tubagens, tanques de água, entre outros. Tudo isso é feito com a visão de fazer face às mudanças climáticas” afirmou.
Disse que em relação aos produtores e as Pequenas e Médias Empresas, o valor máximo desta é estipulado em 2.1 milhões de meticais. A disponibilidade deste valor, também está em função das necessidades de cada um dos beneficiários.
“Essas subvenções que são recebidas hoje pelo sector privado resultam de uma chamada proposta feita no ano passado e que seguiu todas as etapas que inclui a comissão de investimento. Hoje, temos a honra de entregar aos beneficiários”.
Na componente três, que visa melhorar o ambiente de negócios, Jaime disse que o sector continua a apostar no diálogo público-privado estruturado a nível provincial e distrital para a resolução de principais constrangimentos do agronegócio no corredor da Beira.
Agradeceu a embaixada do Reino dos Países Baixos, bem como o consórcio implantador, liderado pela TechnoServe, Resilience, Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze e a Agência de Desenvolvimento de Manica (ADEM).
O director de Assistência Técnica e Financeira na Agência do Vale do Zambeze, Nelson António, referiu que o sector privado, a vários níveis, desempenha um papel importante ao longo do corredor da Beira, na criação de renda para várias famílias.
O programa Mangwana é um subsídio comparticipado que comporta linhas de intervenção para apoio aos pequenos produtores, ao pequeno produtor comercial, iniciativas de crescimento, Médias Empresas e outras que estejam envolvidas em modelos inclusivos de negócios.
É neste contexto que foram implementadas várias estratégias para apoiar os pequenos produtores comerciais, Pequenas e Médias empresas do ramo agrícola.
Neste momento, que marca o fecho da primeira janela, segundo a fonte, foram recebidas 175 candidaturas, divididas em 139 para o fundo de crescimento e as restantes 39 para fundos de negócios inclusivos.
“São beneficiários que seguiram os critérios de elegibilidade de avaliação por um comitê de investimentos composto por cinco membros, sendo dois do sector público e três do privado. Destes, um liderava o comitê de investimentos, tendo resultado em 17 propostas aprovadas e, igualmente, pequenos comerciais e individuais na ordem de 207 produtores.”, acrescentou.
A fonte avançou que esta fase marca o término do ciclo processual da primeira fase do qual seguir-se-á a implementação dos projectos para o alcance dos resultados e impactos esperados nesta iniciativa.
“Não obstante ao fecho desta primeira janela, teremos o privilégio de testemunhar ao lançamento do novo ciclo que será a abertura da segunda janela da qual se espera que venha a abranger mais produtores e mais pequenas e médias empresas da província de Manica”, disse,
A semelhança da primeira fase, serão disponibilizados todos os apoios necessários para os interessados. Este apoio poderá aumentar os níveis de produção agrícola e garantir a geração de mais de mil novos postos de trabalho.
Entretanto, a governadora da província de Manica, Francisca Tomás, disse na vila de Catandica, no distrito de Báruè, que os equipamentos agrícolas irão beneficiar um total de 207 produtores dos distritos de Chimoio, Manica, Vanduzi, Sussundenga, Gondola, Báruè e Macate, com forte potencial na produção agrícola ao longo do Corredor da Beira.
Em nome do governo provincial, Francisca Tomás agradeceu ao consórcio Mangwana, por esta iniciativa que visa o aumento da produção e da produtividade agrícola e a melhoria da renda das famílias camponesas.
Disse que os cheques e os equipamentos agrícolas que os produtores acabam de receber resultam de enormes investimentos feitos pelo governo junto dos parceiros com o objectivo de melhorar, não apenas os níveis de produção e de produtividade, mas, acima de tudo, a geração de renda familiar.
“Igualmente, estes apoios representam a confiança que o governo deposita em vós por demonstrarem no vosso dia-a-dia, práticas de negócios sustentáveis dentro dos sistemas de produção do programa”, sublinhou.
“ Neste sentido, a melhor forma de valorizar estes apoios é apostando forte na produção agrícola, visando o fortalecimento da cadeia de valor agrícola e promoção de práticas mais sustentáveis e mais resilientes”, defendeu.
A governante garantiu que o governo continuará empenhado na mobilização de mais apoios com o objectivo de robustecer o sector agrícola, assegurando maior competitividade das respectivas cadeias de valor a nível regional e internacional.
“Tendo em conta a escassez de recursos, quero exortar aos intervenientes do sector agrário a evitarem a duplicação de acções sobre os mesmos beneficiários, para permitir que maior número de produtores tenha acesso a insumos e outros factores de produção através de diversas intervenções. Agradecer a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze por este esforço que tem feito para a melhoria da qualidade de vida das nossas comunidades, através do investimento directo no sector produtivo”.
O programa Mangwana foi lançado em 2024 e visa apoiar os pequenos produtores comerciais, incluindo pequenas e médias empresas agrícolas comerciais.
(AIM)
Nestor Magado (AIM)/dt
