Maputo, 05 Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, destaca a importância de preservar e valorizar o património histórico e cultural como motor de desenvolvimento turístico em Moçambique.
Num breve contacto estabelecido hoje (05) em Argel, com a imprensa, minutos após efectuar uma visita o Museu Histórico de Tipaza, na capital argelina, Chapo sublinhou que experiências internacionais, como as de Tipaza na Argélia, podem ser uma referência útil para Moçambique.
Desde 2002, o Museu Histórico de Tipaza foi declarado Património Mundial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Chapo disse que Tipaza carrega o significado do local e a sua ligação com a civilização romana.
“É um valor patrimonial histórico, incluindo até arqueológico, como estão a ver; isto foi construído no tempo do Império Romano, portanto, antes até da chegada dos árabes. Por isso que a civilização aqui, se reparar, é romana”, afirmou.
O estadista moçambicano anotou também a importância da preservação dos locais históricos para transmitir às gerações futuras.
“O outro aspecto importante que nós queríamos fazer referência aqui é a questão da manutenção deste monumento, que é extremamente importante para as futuras gerações”, disse, acrescentando que Moçambique possui exemplos que podem seguir esta mesma lógica de valorização.
Mencionou a Ilha de Moçambique, primeira capital do país, e igualmente, em dezembro de 1991, classificado Património Mundial da UNESCO, além de outros locais de relevância histórica e arqueológica.
“Temos também várias zonas arqueológicas, como o Manyikeni, que está em [distrito de] Vilankulo, em [província meridional de] Inhambane, que serviu na altura do Império Monomotapa, que era um centro comercial para a exportação, do hinterland para várias partes do mundo”, destacou.
Chapo fez saber a ligação das rotas comerciais moçambicanas à história universal.
“A Rota de Seda, que se faz referência hoje, na Ásia, passava por aquela zona. E nós achamos que é preciso transportar estas experiências para Moçambique, porque não só valem para a história, para a arqueologia, mas também para o turismo”, frisou.
O estadista apontou igualmente outros exemplos nacionais com potencial para alavancar a economia através da preservação e promoção do turismo.
“Temos também, como sabem, o Parque [Nacional] de Maputo, que foi também reconhecido como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO”, disse.
O Parque Nacional de Maputo foi classificado, em julho último, pela UNESCO.
Segundo o governante, Tipaza constitui um exemplo claro de como o turismo pode ser um motor económico.
“Tipaza é uma cidade meramente turística e agrícola. Portanto, a sua economia é feita pelo turismo e agricultura. E as visitas a estes locais são muito importantes, e esta experiência é de transportar para Moçambique”.
A visita de trabalho de Chapo surge em resposta ao convite formulado pelo seu homólogo argelino, Abdelmadjid Tebboune, no quadro do aprofundamento das relações de amizade e cooperação entre os dois países.
A visita termina sábado (06).
(AIM)
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