. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 30 Jan (AIM) – A administradora do distrito de Mapai, Maria Langa disse haver escassez de produtos de primeira necessidade naquela região norte da província de Gaza, devido as cheias e inundações que não permitem o acesso ao distrito por via terrestre, através da Estrada Nacional Número Um (EN1), devido ao corte no troco 3 de Fevereiro/ Incoluana.
As enxurradas provocadas por chuvas e transbordo dos rios deixaram as estradas que ligam àquele distrito com o resto da província intransitáveis, o que condiciona a alocação de qualquer assistência à região por estrada.
Maria Langa revelou a situação e disse que a situação afecta neste momento, mais de 24 mil pessoas que se debatem com a falta de alimentos e outros produtos de primeira necessidade.
Maria Helena Langa explicou que a falta destes produtos se arrasta há duas semanas e afecta com gravidade as comunidades do posto administrativo de Machaíla, que para sua assistência são necessários meios aéreos.
A governante referiu que em Mapai há pessoas que passam dias sem ter uma refeição, o que coloca em risco a sua vida, sobretudo crianças e idosos, devido à sua vulnerabilidade em contrair doenças relacionadas com a nutrição. Por isso, pede apoio urgente em gêneros alimentícios e outra assistência através de meios aéreos.
“Já não há nada nas lojas, não há comida, não há bens de primeira necessidade e a via para Mapai está totalmente intransitável, isto de Mapai para os postos administrativos ou para as localidades”, lamentou.
“Então, para quem é de direito, para os nossos parceiros, o grande apelo seria que nós conseguíssemos meios aéreos para trazer alimentos para a população, tanto na Vila Sede assim como nas nossas localidades e povoados”, acrescentou.
A Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo confirmou a informação e disse que não só o distrito de Mapai ressente-se da falta de produtos alimentares, mas também toda a província de Gaza.
Margarida Chongo disse que pela intransitabilidade da EN1 os produtos adquiridos por agentes econômicos locais estão prontamente posicionados na cidade de Maputo, estes produtos serão transportados por via marítima ou por ferrovia até à província.
A governante, que anunciou o facto, sublinhou que o transporte de mercadorias diversas via marítima ou ferroviária visa minimizar a falta de produtos de primeira necessidade por conta da situação de emergência que a província enfrenta devido às enxurradas.
Chongo explicou ainda que os comerciantes devem apostar no navio de grande escalada que deverá escalar o Porto de Chongoene na sua viagem à província nortenha de Nampula ou pela locomotiva que vai até o Distrito de Magude, na vizinha província de Maputo.
“Ainda na quinta-feira, vamos receber um comboio que vai deixar aqui alguns contentores. O comboio que estamos a falar dele, os nossos agentes econômicos aqui já têm disponível no Maputo mais de 1.300 toneladas para serem transportadas para a província”, garantiu a governadora.
Vincou ainda que, “então temos a certeza que esse processo de forma gradual vai solucionar aquilo que é o problema de ruptura do stock, mas também da ajuda humanitária à nossa população que carece desses produtos”.
A província de Gaza ressente neste momento da falta de alimentos grave nos distritos da região norte onde o acesso está difícil devido às condições criadas pelas cheias e inundações que assolam a província.
(AIM)
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