Doente de cólera
Maputo, 17 Fev (AIM) – A cólera fez um total de 70 mortes e registou 5.242 casos, desde que iniciou a época chuvosa e ciclónica, em Outubro último.
As províncias da Zambézia, Manica e Tete (no centro), Nampula e Cabo Delgado (norte), são as que mais reportaram o número de óbitos.
Os dados foram avançados pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que falava durante o briefing à imprensa, que teve lugar hoje em Maputo, minutos após o fim da 4ª sessão ordinária daquele órgão soberano.
Actualmente, a cólera representa uma taxa de letalidade geral de 1,3 por cento, facto que, segundo Impissa, que igualmente é ministro da Administração Estatal e Função Pública, incorreu ao Governo a intensificar as acções de resposta na provisão de água e saneamento do meio em todas as províncias do país.
“Esta situação preocupa o Governo e, por isso, orientou os sectores da Saúde; e das Obras Públicas, [Habitação e Recursos Hídricos] para intensificar as acções de resposta na provisão de água e saneamento no meio, bem como nos cuidados dos doentes”, disse.
A decisão, de acordo com Impissa, vai cortar a transmissão do vibrião colérico e minimizar os impactos na saúde pública dos moçambicanos.
Dados recentes indicam que o Governo vacinou mais de 1,7 milhões de pessoas em apenas cinco dias em Cabo Delgado, Zambézia, incluindo na província setentrional de Niassa, cobrindo 102 por cento da meta.
No que concerne à prevenção, as autoridades sanitárias conseguiram desinfectar fontes de água injectando cloro, e distribuíram purificadores, bem como realizaram acções de sensibilização para a higiene.
Em Setembro de 2025, o Executivo aprovou a Estratégia Nacional de Eliminação da Cólera 2025-2030, orçado em mais de 400 milhões de dólares, visa eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030.
(AIM)
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