Linha ferrea. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 17 Fev (AIM) – O governo moçambicano decidiu criar o Gabinete da Linha Ferroviária Norte-Sul (GLNS), entidade que terá como missão coordenar o projecto de construção da futura infra-estrutura ferroviária que deverá interligar o país de forma contínua.
Trata-se de um megaprojecto cuja implementação está estimada entre seis a oito anos. O novo gabinete funcionará como órgão técnico responsável por promover, desenvolver e coordenar a execução da iniciativa.
Falando no habitual briefing à imprensa, após a 4ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa, explicou que o projecto irá conectar as linhas já existentes, extensões planeadas e novos traçados.
Segundo o governante, que também exerce as funções de ministro da Administração Estatal e Função Pública, a interligação ferroviária pretende estabelecer uma ligação eficiente entre pólos estratégicos de produção agrícola, industrial, mineira e turística.
Para além de reforçar a unidade nacional, a futura linha deverá igualmente contribuir para a integração regional no seio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
“Já existe uma infra-estrutura ao nível do país: uma que liga praticamente todo o corredor norte, outra no corredor centro e outra no corredor sul. Entretanto, as três infra-estruturas não se interligam entre si”, afirmou.
Por essa razão, serão construídos novos troços que permitirão ligar as secções sul-centro e centro-norte, abrangendo pontos definidos pelo Executivo como estratégicos em termos de capacidade produtiva.
“Felizmente, já existe uma base inicial que se deve trabalhar”, acrescentou Impissa, sublinhando que o país tem enfrentado, de forma recorrente, problemas de conexão entre o norte e o sul.
Entre as principais atribuições do GLNS está a coordenação de todas as fases do projecto, incluindo: estudos de viabilidade técnica, económica e financeira;
mobilização e estruturação do financiamento; bem como atracção de investidores estratégicos.
O gabinete será igualmente responsável por assegurar a realização e actualização dos estudos de impacto ambiental e social, bem como pela gestão de concursos públicos para a selecção de consultores, empreiteiros e parceiros de desenvolvimento.
Compete ainda ao GLNS prestar assessoria técnica ao Executivo e garantir que o projecto cumpra todas as normas legais, ambientais e sociais.
(AIM)
Ac/sg
