Maputo, 01 Mar (AIM) – O Presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), Joaquim Ou-Chim, instou os clientes a denunciarem técnicos da empresa que se aproveitam da situação de emergência causada pelas enxurradas para praticarem actos de corrupção em Xai-Xai, capital da provincia de Gaza.
O apelo surge na sequência de indícios de cobranças ilícitas durante os trabalhos de restabelecimento da corrente eléctrica em residências afectadas pelas intempéries do mês de Janeiro.
Ou-Chim esclareceu que nenhum cliente da EDM que tenha ficado sem energia eléctrica devido a este fenómeno deve ser cobrado qualquer valor para a reposição do fornecimento.
O dirigente manifestou preocupação com o baixo nível de denúncias por parte dos clientes e garantiu que todas as cobranças ilícitas e comportamentos desviados devem ser reportados à empresa, assegurando protecção aos denunciantes.
Sublinhou ainda que a EDM será implacável contra estas práticas, indicando que alguns técnicos já foram expulsos e enfrentam processos disciplinares.
“Pedir aos consumidores, a população em geral, aos órgãos de comunicação, para que possam denunciar esses casos, de facto temos dentro da nossa instituição unidades orgânicas que olham por isso no sentido de podermos combater este mal que mancha grande parte daquilo que é o esforço e a grande parte daquilo que são os colaboradores da empresa e que trabalham honestamente, aprece um ou dois ou mais, mas poucos colaboradores que envolvem-se nesses actos”, aclarou.
Vincou ainda que, “desde lá nós temos estado implacáveis temos colaboradores nossos que já foram expulsos da EDM por estarem envolvidos nesta prática. O que temos estado a ver e muitas vezes é que temos tido pouca colaboração sobretudo dos consumidores, das vítimas, precisamos, nós temos mecanismos de podermos garantir a protecção dos denunciantes que podem ser por anonimato”.
O PCA da EDM acrescentou que, para a actuação eficaz, são necessários elementos concretos, uma vez que as equipas operam no terreno com viaturas identificadas.
“Hoje em dia temos muitos mecanismos que podemos recolher provas para poder retirar essas pessoas que não tem o devido comportamento”, concluiu.
(AIM)
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