Administrador de Mossurize, província de Manica, Abdul Zacarias
Chimoio (Moçambique), 01 Abr (AIM) – O governo do distrito de Mossurize, na província de Manica, poderá construir, nos próximos tempos, um monumento em homenagem aos combatentes da libertação do Zimbabwe que passaram por território moçambicano.
A iniciativa visa reconhecer centenas de cidadãos daquele país vizinho que morreram durante a luta pela independência, no período da colonização britânica e do regime de Ian Smith.
O administrador do distrito de Mossurize, Abdul Zacarias, afirmou que o projecto reforça os laços históricos de amizade e cooperação entre Moçambique e Zimbabwe.
Zacarias falava há dias, após receber em audiência uma delegação zimbabweana especializada na edificação de monumentos.
Segundo o responsável, a visita constitui o primeiro passo para o arranque do projecto, que pretende preservar a memória dos combatentes que passaram por Mossurize durante o período da luta de libertação.
“O projecto simboliza igualmente o fortalecimento das relações de amizade e cooperação entre os dois países da África Austral”, sublinhou.
Por sua vez, o chefe da delegação zimbabweana, Loyde Makonya, revelou que o monumento irá homenagear mais de 350 combatentes que receberam treino militar em solo moçambicano.
“Muitos destes guerrilheiros perderam a vida em Agosto de 1978, na zona de Matowo, facto que nos motiva a criar um memorial permanente”, referiu.
Além de Mossurize, o projecto poderá ser replicado noutras regiões do país, nomeadamente em Chibabava, na província de Sofala, e em Changara, na província de Tete, locais que também acolheram combatentes zimbabweanos durante a luta de libertação.
A iniciativa é vista como um passo importante na preservação da memória histórica comum e na valorização do papel desempenhado por Moçambique nos processos de independência da região.
(AIM)
Nestor Magado (NM) /sg
