Primeira-Ministra moçambicana, Benvinda Levi, com o vice-Presidente do Zimbabwe, Kembo Dugish Mohadi
Maputo, 01 Set (AIM) – O governo zimbabweano iniciou hoje (09) a inventariação dos locais históricos e dos seus cidadãos que tombaram em Moçambique durante a luta de libertação do jogo colonial daquele país vizinho.
O facto foi avançado pela Primeira-Ministra moçambicana, Benvinda Levi, durante um breve contacto com a imprensa, minutos após o término de uma audiência de cortesia concedida, em Maputo, ao vice-presidente do Zimbabwe, Kembo Dugish Mohadi,. .
“Na verdade, ele veio à Moçambique por uma missão relacionada com os monumentos construídos em Moçambique en função da morte de cidadãos zimbabweanos”, explicou.
O Zimbabwe conquistou a sua independência a 18 de Abril de 1980. Durante a luta pela libertação do país, que colonizou cerca de 500 anos, muitos zimbabweanos se instalaram no território moçambicano, sobretudo na província central de Manica, onde ambos os países partilham a mesma fronteira.
Nas suas incursões, os colonialistas britânicos perseguiram os nacionalistas zimbabweanos em Moçambique.
“Como sabem, Moçambique ajudou o Zimbabwe na luta pela independência, e durante esse período, houve cidadãos zimbabweanos que estavam a lutar pelo Zimbabwe, que pereceram em Moçambique; na região de Manica também temos o combatente Josiah Tongogara, que faleceu já a regressar para o Zimbabwe para comemoração da independência”, afirmou.
Mohadi, segundo Benvinda Levi, faz-se acompanhar de especialistas, arqueólogos, que farão a devida recolha da informação para municiar os zimbabweanos de mais informações sobre o seu percurso histórico rumo à independência.

Por seu turno, Mohadi fez saber que durante o encontro ambos abordaram diversos assuntos, apontando sobretudo a preocupação manifestada em criar melhores condições para ambos povos, moçambicano e zimbabweano.
Moçambique assistiu a Zimbabwe na sua luta pela independência que, após a conquista, ambos países buscam, actualmente, as suas independências económicas.
“Também discutimos sobre o que deveríamos fazer para melhorar economicamente, as vidas das nossas populações; e destacamos que, sim, temos nossas independências, temos nossos parlamentos, temos nosso judiciário, nós também temos nossos executivos; mas o que nós ainda não temos é a independência econômica”, vincou.
O vice-presidente do Zimbabwe realçou que os “pequenos recursos existentes nos dois países” devem beneficiar os proprietários, porque “quando nós os exportamos ou os vendamos para outros países, nós recebemos um valor melhor para que possamos melhorar as vidas das nossas populações”.
(AIM)
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