Daniel Chapo, discursando na abertura da II Sessão Ordinária do Conselho Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM)
Maputo, 13 de Abr (AIM) – O Presidente da Frelimo e da República, Daniel Chapo, afirmou hoje, que Moçambique não regista qualquer caso de rapto confirmado pelas autoridades há seis meses.
Segundo o Chefe do Estado, este resultado representa um marco no reforço da segurança pública e na recuperação da confiança dos cidadãos e dos investidores.
A informação foi partilhada durante a abertura da II Sessão Ordinária do Conselho Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), realizada na Escola Central do Partido, na Matola.
“Moçambique está há seis meses sem o registo de casos de rapto confirmados pelas autoridades. Esta nova realidade começa a afirmar-se como um factor determinante para a confiança e para os investimentos da classe empresarial nacional e internacional”, declarou Chapo.
De acordo com o Chefe do Estado, esta estabilidade responde directamente ao compromisso assumido no acto da sua investidura.
O Presidente enfatizou que o Governo declarou um combate cerrado ao fenómeno dos raptos desde o início do seu mandato, tendo reforçado mecanismos operacionais e de inteligência.
“As coisas estão a acontecer”, afirmou,
No seu discurso, Chapo colocou também a juventude no centro da transformação digital do país. Para o Chefe do Estado, a aceleração tecnológica do século XXI deve ser encarada como uma oportunidade e não como uma ameaça.
“A inteligência artificial, a computação em nuvem, a economia digital, a automatização de processos e o comércio electrónico estão a reconfigurar as economias do mundo a uma velocidade sem precedentes”, afirmou.
O Presidente defendeu que a OJM deve liderar a sensibilização da juventude para um uso produtivo da tecnologia, acrescentando que o Governo assumiu o compromisso de integrar a formação em competências digitais no sistema de ensino e criar incentivos para soluções tecnológicas nacionais.
“Os jovens devem ser pioneiros, e não seguidores, nesta transição digital”, sublinhou.
Chapo apelou ainda ao uso responsável das redes sociais, alertando para os riscos da desinformação e da manipulação digital.
“As plataformas digitais são poderosas, mas o seu uso irresponsável pode destruir reputações, semear ódio e desestabilizar nações”, advertiu.
Segundo o Presidente, a OJM deve ser exemplo de civismo digital. “A voz da OJM nas redes sociais deve ser a voz da razão, da solidariedade e da responsabilidade, e nunca a voz do ódio ou da divisão”, disse.
Outro ponto de destaque no discurso foi a preocupação com a violência contra mulheres e raparigas.
Chapo descreveu a situação como “uma das feridas mais dolorosas” do país e garantiu que o Governo continuará a reforçar os mecanismos de denúncia e responsabilização.
“A violação, o abuso sexual, o feminicídio e os casamentos prematuros são crimes que o Estado combate sem contemplações”, afirmou.
O Presidente apelou à juventude para que assuma uma postura activa na denúncia de abusos e na promoção de relações assentes no respeito mútuo.
Apesar dos avanços, Chapo reconheceu que o país enfrenta desafios económicos significativos, agravados por crises internacionais, tensões internas e desastres naturais. Admitiu que as assimetrias regionais persistem e que a juventude continua a ser um dos grupos mais afectados.
A corrupção foi igualmente destacada como um dos principais entraves ao desenvolvimento nacional apelando aos jovens para serem aliados no combate a este flagelo.
“A corrupção rouba recursos que deveriam ir para escolas, hospitais, água, energia e programas de emprego”, afirmou.
(AIM)
Paulino Checo/
