Maputo, 09 Jul (AIM) – A Organização da Juventude Moçambicana (OJM, o braço juvenil da Frelimo, partido no poder, garante estar tudo a postos para a realização da sua 7ª conferência nacional, de três dias a iniciar quinta-feira (10) na cidade da Matola, província meridional de Maputo.
Trata-se de uma conferência cujo lema é “OJM Renovada na Transição Geracional: Firme na Defesa da Pátria e na Promoção da Independência Económica”. O evento deverá, igualmente, eleger o novo secretário-geral da organização.
Falando em conferência de imprensa que teve lugar hoje, na Matola, o porta-voz da 7ª conferência, René Macuvele, revelou que se espera cerca de 1.200 delegados provenientes de todas as províncias do país, incluindo 300 convidados nacionais e estrangeiros, com destaque para as ligas da juventude amigas da OJM.
Macuvele assegurou que todas as delegações de todas as províncias de Moçambique já se encontram na cidade de Matola, e todas as condições logísticas foram criadas para que a conferência “decorra sem nenhum sobressalto”.
“Aliás”, acrescentou, “vale lembrar que a cidade da Matola, a partir de amanhã, tornar-se-á a catedral da juventude moçambicana. Esta conferência contará com um dos momentos altos, que será amanhã, dia 10 de julho, o lançamento do livro da OJM intitulado ´Gênesis e Liderança´, que teve o honroso prefácio do camarada Presidente Daniel Francisco Chapo, Presidente da Frelimo e, igualmente, Presidente da República de Moçambique”.
A agenda de trabalho inclui também a reflexão sobre os principais desafios e perspectivas da organização, olhando para o futuro, e a revisão dos estatutos da OJM.
“Será introduzida uma alteração nos estatutos da organização”, explicou Macuvele, “que tem a ver com a questão dos membros que foram eleitos para os órgãos da OJM, que a data da sua eleição tenha até 35 anos; os mesmos permanecerão na organização, com vista a manter não só a memória institucional da organização, mas também a coesão e a estabilidade da organização”.
A conferência, segundo Macuvele, deverá analisar ainda o programa quinquenal da OJM, 2025-2029, além do debate sobre temas como problemáticas do emprego, habitação, financiamento para projectos juvenis, bem como a proposta da criação de um banco de desenvolvimento da juventude.
Aliás, Macuvele disse que também merecerá destaque na 7ª conferência nacional da OJM o papel das Tecnologias de Informação e Comunicação, com o maior destaque para a Inteligência Artificial voltada para o desenvolvimento socioeconómico.
“E porque tem sido apanágio do nosso partido e da nossa organização, que as vitórias se preparam, as vitórias organizam-se, também merecerá especial atenção a preparação dos próximos pleitos eleitorais, com vista que tenhamos resultados positivos nas próximas eleições, quer autárquicas (2028) quer gerais (2029)”, afirmou.
Durante o evento, a OJM vai avaliar a situação política, económica e social do país, e, de acordo com Macuvele, haverá uma mensagem especial para toda a juventude moçambicana.
As diferenças, quer políticas, quer económicas, quer sociais, quer religiosas, segundo o porta-voz da conferência, não devem significar a falta de coesão.
Macuvele mostrou uma convicção, afirmando que as mesmas diferenças devem ser exactamente o ponto central da união e coesão, enquanto moçambicanos.
“Acreditamos nós, como organização, que a juventude moçambicana é uma juventude que herda uma nação rica na sua história, na sua diversidade e, igualmente, na sua coragem”, disse.
Concorrem para o cargo de secretário-geral da OJM três candidatos, nomeadamente, Constantino André, da província meridional de Gaza; Baera Moreira, da cidade de Maputo; e Samson Chongo, da província central de Tete.
Criada em Novembro de 1977, a OJM é a mais antiga organização juvenil do país.
(AIM)
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