Maputo, 23 de Abr (AIM) – A Agência de Informação de Moçambique (AIM) assinou importantes acordos de cooperação com a Agência de Notícias Xinhua e o Grupo de Media da China, instrumentos que poderão reforçar o seu papel como principal órgão de distribuição noticiosa no país.
Os instrumentos foram rubricados durante a visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, à República Popular da China, tendo a cerimónia decorrido na presença dos Chefes de Estado de ambos os países, nomeadamente Daniel Chapo e Xi Jinping, facto que sublinha o peso político e diplomático da iniciativa.
O acordo entre a AIM e a Xinhua foi celebrado com o objectivo de fortalecer o intercâmbio e a cooperação no domínio da disseminação de notícias, sendo assinado pelo Presidente da Xinhua, Fu Hua, e pelo Director-Geral da AIM, Orlando Gambeta.
O entendimento assenta em princípios de consultas amistosas, igualdade, benefício mútuo e respeito recíproco.
Paralelamente, a AIM firmou um Memorando de Entendimento com o Grupo de Media da China, visando reforçar o intercâmbio entre os principais órgãos de comunicação social dos dois países, promover o conhecimento mútuo e aprofundar a amizade entre os povos moçambicano e chinês.
O documento prevê, entre outros aspectos, a troca e produção conjunta de conteúdos, incluindo noticiários, vídeos temáticos e documentários.
A relevância destes acordos é reforçada pela dimensão e influência global das instituições chinesas envolvidas, posicionando a AIM numa trajectória de modernização e expansão da sua capacidade operacional.
A parceria abre espaço para transferência de conhecimento, inovação tecnológica e aumento da visibilidade internacional da informação produzida em Moçambique.
Num contexto de crescente competitividade no sector mediático, espera-se que estes instrumentos permitam à AIM elevar os seus padrões e competir em pé de igualdade com outras agências noticiosas da região e do mundo.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique instou a AIM a indicar pontos focais para assegurar a implementação plena dos acordos, devendo igualmente reportar regularmente ao MINEC, que por sua vez, deverá elaborar uma informação global ao Conselho de Ministros sobre a implementação dos acordos entre Moçambique e China.
(AIM)
Paulino Checo/
