Maputo, 12 Set (AIM) – A Agência de Notícias Xinhua reafirmou, em Maputo, o seu compromisso de continuar a desempenhar um papel central na promoção e divulgação das relações históricas entre China e Moçambique.
A garantia foi dada pelo Vice Director regional da Xinhua África, Li Wenfei, durante a abertura da exposição fotográfica “50 Anos de Memórias: Continuando a Amizade Tradicional Sino-Moçambicana”, que celebra meio século de laços diplomáticos entre os dois países.
Falando na cerimónia, o representante da Regional de África da Xinhua destacou a missão da agência em registar e contar, com rigor e emoção, a evolução da cooperação.
“A Xinhua tem-se mantido fiel à missão de contar as histórias reais da amizade e cooperação sino-moçambicanas. Desde 1975, registamos momentos solenes, como visitas de chefes de Estado, mas também cenas comoventes de partilha entre cidadãos comuns”, afirmou.
A Xinhua estabeleceu a sua delegação em Maputo no mesmo ano da independência de Moçambique, tornando-se uma das primeiras agências internacionais a instalar-se no país. Desde então, tem desempenhado um papel ativo na cobertura de acontecimentos políticos, económicos e sociais, dando visibilidade internacional aos avanços da cooperação bilateral. Atualmente, os seus conteúdos em textos, fotografias e vídeos circulam em 15 línguas e chegam a mais de 8.000 utilizadores de media em todo o mundo, contribuindo para amplificar a voz do chamado “Sul Global”.
A exposição fotográfica, organizada em três secções, reúne 150 imagens históricas que retratam momentos-chave da amizade entre Pequim e Maputo. A primeira parte, “Traços da Amizade Sino-Moçambicana ao Longo de 50 Anos”, recorda o apoio da China à luta de libertação, o intercâmbio político e as trocas culturais.
A segunda secção, “Pioneiros da Cooperação Popular”, mostra a presença de empresas chinesas em Moçambique e o seu contributo em áreas como infraestruturas, energia, agricultura e responsabilidade social.
Já a terceira parte, “Olhar da Xinhua, Século de Luz”, reúne obras clássicas produzidas pela agência, que ilustram o percurso da Nova China e a sua ligação com África.
Segundo o representante da Xinhua, “este marco de 50 anos é ao mesmo tempo um ponto culminante e um novo ponto de partida. Olhando para o futuro, a Xinhua está disposta a continuar a ser uma ponte mediática, a contar bem as histórias da cooperação sino-moçambicana e a registar novos capítulos desta relação”.
Moçambique e China celebram em 2025 50 anos de independência nacional e de relações diplomáticas, uma coincidência simbólica que, segundo a agência, reforça a importância histórica e estratégica da amizade entre os dois países.
A cooperação sino-moçambicana tem produzido resultados concretos em áreas como infraestruturas, agricultura, saúde, educação e cultura, incluindo a construção da Ponte Maputo-KaTembe, hospitais, escolas e programas de formação. “Através da lente da Xinhua, vimos construtores chineses a erguer estradas e pontes, médicos a salvar vidas e jovens de ambos os países a trocar experiências que iluminam o futuro”, acrescentou o responsável.
O evento reuniu autoridades governamentais, diplomatas e representantes da sociedade civil, reforçando a visão de que a parceria estratégica entre os dois países continua a ser um pilar para o desenvolvimento partilhado.
(AIM)
Paulino Checo/pc
