Presidente da República, Daniel Chapo, recebe saudação da Polícia da República de Moçambique (PRM) por ocasião dos 51 anos da corporação
Maputo, 18 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou hoje (18), em Maputo, o Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) e outras instituições das Forças de Defesa e Segurança ( FDS), a purificarem as suas fileiras, punindo os corruptos.
“Havendo provas, não hesitem em punir os membros da PRM que se envolvem nesse ou outro tipos de crimes, porque queremos que a PRM seja um santuário de justiceiros e não uma gruta de criminosos “, disse.
Fez saber que os que mancham o uniforme policial devem ser responsabilizados com firmeza e quem honrar a farda deve ser reconhecido, compensado e promovido.
O Presidente da República, que também é Comandante-Chefe das FDS, falava momentos após a saudação da PRM, por ocasião do seu 51º aniversário, da sua criação que decorre sob o lema “PRM: 51 Anos reafirmando o compromisso com as comunidades no combate a criminalidade, terrorismo, sinistralidade rodoviária e corrupção”.
“Com idade que tem se fosse um ser humano, diríamos que a nossa PRM já é adulta, esperando-se uma actuação, cada vez mais profissional, eficaz e eficiente no terreno, fruto da experiência acumulada desde o período que nasceu, quando era Corpo da Polícia de Moçambique entre 1974 à 1979, quando passou a determinar-se Polícia Popular de Moçambique “(Entre 1970 à 1992), até hoje que orgulhosamente chamo-a Polícia da República de Moçambique “, disse.
O governo está ciente que os criminosos tendem a modernizar e aperfeiçoar os seus modus operandi constantemente.
Exortou a corporação a tornar-se altamente profissional, moderna, competente e respeitada, capaz de responder com eficiência os desafios actuais e do futuro.
“É fundamental reforçar, aprofundar a disciplina na corporação, melhorar a capacidade investigativa, consolidar a prevenção do crime e aumentar a presença efectiva da polícia no terreno “, disse.
Referiu que o combate aos raptos deve continuar a ser prioridade absoluta no país. Por outro lado, os resultados alcançados nos últimos meses são encorajadores, mas não se deve relaxar e dormir na sombra da bananeira, pensando que este tipo de crime já passou para história.
“Nestes meses em que a situação normalizou, provavelmente os criminosos estejam a agendar artimanhas para furarem a muralha de segurança montada pelo Estado. É imperioso continuarem a manter o nível de vigilância em alta contra os raptos “, disse.
As recomendações do Chefe do Estado, são extensivas a todas Instituições que fazem parte do xadrez de segurança moçambicana, crimes como o tráfico, venda e consumo de drogas, mas também branqueamento de capitais que devem continuar a ser combatidos.
“O Estado continuará a fazer a sua parte através da formação e apetrechamento na melhoria das vossas condições de trabalho, certos de que uma polícia bem preparada é essencial para a estabilidade, paz ,reconciliação e sobretudo segurança para o desenvolvimento “, disse.
Sublinhou que o governo tem vindo a constatar que em alguns distritos há cidadãos que, por vezes tentam colocar em causa a autoridade do Estado, ameaçando o poder legítimo dos líderes comunitários e das autoridades tradicionais do povo moçambicano .
“É urgente acabarem com isto, porque ninguém deve colocar em causa a autoridade do Estado a qualquer nível “, disse.
O evento contou com presença do ministro do Interior , comandante geral da PRM, oficiais superiores, subalternos, sargentos, guardas, quadros da Presidência da República e outros.
(AIM)
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