Paulo Chachine, Ministro do Interior. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 14 Mai (AIM) – O Ministério do Interior defende a promoção e a passagem à reserva dos membros da Polícia da República de Moçambique (PRM), reconhecimento do Estado pelo empenho, patriotismo e dedicação demonstrados ao longo da carreira policial.
Falando durante a cerimónia de patenteamento de oficiais e passagem à reserva em efectividade de serviço de oficiais comissários, superintendentes e inspectores da PRM, Paulo Chachine afirmou que o acto simboliza prestígio, mas também acrescidas responsabilidades.
“A promoção é um acto que reflecte o reconhecimento pelo Estado do empenho, dedicação e comprometimento evidenciados pelo servidor público no exercício das suas funções”, declarou.
Segundo o ministro, a ascensão à classe de superintendentes exige maior disciplina, patriotismo e profissionalismo, valores que devem servir de exemplo para os membros mais jovens da corporação.
“A ascensão à classe de superintendentes da Polícia pressupõe a elevação do vosso nível de disciplina, patriotismo e profissionalismo”, sublinhou.
Chachine saudou os oficiais que transitaram para a reserva, considerando-os protagonistas da história e da consolidação da polícia moçambicana.
O ministro disse que a cerimónia se reveste de significado especial por ocorrer na semana em que o país celebra, a 17 de Maio, o 51º aniversário da PRM.
“A passagem à situação de reserva não é o fim da relação com a instituição policial”, afirmou.
Prometeu que o Estado continuará a contar com a experiência e sabedoria dos reservistas na garantia da segurança interna.
O ministro destacou que os oficiais ora reservistas deixaram um legado de patriotismo, sentido de Estado, disciplina e respeito pelos direitos e liberdades fundamentais, que deve continuar a orientar os efectivos no activo.
“Uma vez polícia, sempre polícia”, frisou.
Chachine reconheceu o papel das famílias dos agentes e oficiais agora reservistas, sublinhando que a actividade policial é marcada por riscos e sacrifícios permanentes.
“Nesses termos, gostaríamos de saudar as famílias dos reservistas pelo suporte incondicional que deram aos colegas”, declarou.
Por sua vez, o comandante-geral da PRM, Joaquim Sive, disse que a carreira policial exige coragem, disciplina, sacrifício, lealdade e elevado espírito patriótico.
“A carreira policial, sobretudo ao nível do oficialato, exige coragem, disciplina, sacrifício, lealdade e elevado espírito patriótico”, afirmou.
Segundo Sive, os oficiais que passam à reserva participaram activamente no processo de modernização e fortalecimento da corporação, enfrentando desafios complexos e contribuindo para o reforço da capacidade operacional da polícia.
“Hoje, ao passarmos para a reserva, deixamos o nosso legado de experiência, liderança e compromisso institucional, que continuará a inspirar as novas gerações”, declarou.
O comandante-geral revelou que a PRM não perde quadros com experiência, mas ganha conselheiros e referências morais para as futuras gerações de agentes e oficiais.
“O uniforme pode deixar de ser usado diariamente, mas o espírito policial, o sentido de missão e o amor à nação permanecem eternos”, frisou.
Sive manifestou ainda gratidão pelo reconhecimento institucional concedido aos oficiais que passam à reserva, assegurando que continuarão disponíveis para servir o país sempre que necessário.
“Submetemo-nos à disposição de vossa excelência para sempre defender e proteger a nossa pátria”, garantiu.
(AIM)
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